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terça-feira, 12 de julho de 2016

Campeões!!!

Campeões!!! Somos Campeões!!! Campeões cara…torze! Catorze, não. Vinte e três! Ou 11, mas milhões, mais todos aqueles irmãos na Lusofonia e não só, que nos apoiaram e connosco festejaram do Canadá a Timor, do Brasil ao Japão! Até do espaço vieram felicitações, cortesia do astronauta da NASA, Terry Virts que não ficou indiferente à conquista do Campeonato da Europa de Futebol por Portugal e nos enviou uma foto do nosso país na grande noite! Foi sem dúvida um momento que os Portugueses não irão esquecer tão cedo, por ser o primeiro título internacional da seleção mas também pelo trajeto muito particular que fizemos até termos o caneco na mão. Como bons Portugueses, jamais poderíamos chegar lá sem uma imensa dose de emoção e sofrimento, mas já lá iremos.

Antes de mais, tenho que elogiar o trabalho gigante que Fernando Santos fez com este grupo de trabalho uma equipa habituada a… a… aaaaaa… perder com tranquilidade, como de resto fez no primeiro jogo do apuramento para este europeu contra a poderosa Albânia. A partir daí, só vitórias até chegarmos a França, mas mais do que os resultados admiro o que Fernando Santos foi capaz de fazer e que foi muito mais que ganhar jogos. Construiu uma equipa e mesmo com a contingência (e que não é pequena) de não ter um ponta-de-lança, pôs as ambições naquele caneco de imperial XXL que entregam sem tremoços a quem ganha o Campeonato da Europa de Futebol e fê-lo, com uma mistura de ambição e humildade, muito respeito pelos adversários completamente patente na maneira como adaptava tática, titulares e modo de jogo consoante o adversário, sempre com os pés na terra e acima de tudo consciente das nossa próprias limitações, e isto, é algo que nós Portugueses não estamos habituados.

Campeões da Europa de Futebol
Reconhecer as limitações que temos, individuais e coletivas, e trabalhá-las, tentar mitigá-las, potenciando os nossos pontos fortes foi, na minha opinião a chave para o nosso sucesso. Não ganhámos por sermos melhor que todos os outros, por termos o futebol mais vistoso (ou o “melhor futebol” como lhe chama muita gente) ou mais ofensivo, nem tão pouco por termos o melhor do mundo, pois o pobre Ronaldo encostou às boxes bastante cedo na final. Fomos campeões porque Fernando Santos soube montar a melhor equipa, com uma coesão fantástica, uma resistência física tremenda, com uma profundidade admirável que permitiu uma gestão de plantel inteligentíssima, trocando titulares de jogo para jogo, mantendo performances técnicas, táticas, emocionais e físicas de alto nível com uma regularidade de fazer inveja a qualquer equipa no mundo. Fomos campeões porque Fernando Santos soube construir um espírito de grupo que foi muito além dos 23 jogadores, que contagiou, todo o país e que já não se via desde o saudoso Scolari (esse abençoado pingolim) e porque efetivamente os jogadores souberam mais do que executar ao milímetro, souberam viver este espírito de grupo, esta determinação, esta vontade de superação que não estava presente na era Paulo Bento.

Aliás não seria justo pôr tanto enfase no fantástico trabalho do treinador sem fazer o mesmo com a performance dos jogadores e, verdade seja dita, que cada jogo teve os seus heróis, e que dada a maneira como jogámos, estes foram muitos e de diversos setores, da baliza ao apanha-bolas (o rapaz que marcou o golo na final) mas de todas as contribuições fantásticas que estes 23 deram quero destacar o Cristiano por achar que ele foi essencialíssimo na construção desta conquista.

No PES é mais fácil


Este europeu foi para Cristiano a consagração de uma carreira incrível, melhor do mundo ou não, este ano, o passado ou no próximo, este homem estará sempre entre os melhores jogadores do mundo de todos os tempos, por ser um jogador de um nível que muito poucos atingem. Ronaldo foi neste europeu mais do que a vedeta, mais do que o goleador ou o homem do drible impossível e do remate imparável foi um excelente jogador de equipa, Versátil, incansável, foi um líder para a equipa, uma inspiração, Ronaldo foi sofrimento, frustração, foi alegria, foi entrega, foi superação, merecimento e no fim, no fim foi a consagração. Um pouco o espelho de todo o grupo é certo, mas como sempre com ele, num expoente bastante elevado.

Ainda com 2 joelhos
Viu-se a produção ofensiva, mesmo faltando os golos, contra a Islândia, viu-se a frustração contra a Áustria, a loucura completa contra a Hungria de quem tem que conseguir porque tem que conseguir porque não há maneira nenhuma nem que se torçam todos de que não se vá conseguir, viu-se a cabeça contra a Croácia e uma pontinha de sorte contra a Polónia, viu-se a maturidade e a seriedade contra Gales e viu-se tudo isto e muito mais contra França.

Acima de tudo viu-se uma grande equipa, viram-se incríveis jovens talentos do futebol Português que nos dão muita esperança nos próximos anos e muitas expectativas para os desafios que aí vêm, a Taça das Confederações já em 2017 e o Mundial em 2018. Estes jovens mostram que o nosso futebol tem muito para dar, mostra que as nossas instituições estão de parabéns por darem espaço e tempo de jogo a estes jogadores para se fazerem campeões (e neste capítulo particular tenho que dar os especiais parabéns ao Sporting Clube de Portugal, enquanto clube que mais jogadores formou nesta seleção), porque jogadores como Renato Sanches, João Mário, Raphael Guerreiro, William de Carvalho são sem dúvida o futuro da Seleção Nacional e olhando para como jogaram neste europeu, o futuro é certamente risonho.

Parabéns a todos! Somos Campeões!!! E o resto é palha!


Egídio Desidério


P.S: Não foi nem em uma nem em duas que mandei postas de pescada sobre a qualidade do Éder enquanto jogador de futebol, mas ó Éder, porra, aquilo foi um ganda golo! Já valeu o bilhete de avião! Parabéns! Agora é começar a fazer desses assim… vá… uma vez a cada 18 meses.




quinta-feira, 2 de julho de 2015

669 - A Crónica do Quiabo - Ateei fogo ao gato mas o gato não morreu

Bons dias!

Depois de alguns meses de sabática na P.E.N.H.E.T.R.A (Plataforma Espacial Não Humidizante do Espaço à volta da Terra) a estudar alterações climáticas eis-me de regresso à superfície para comer com 40º graus no bigode e ouvir notícias de que a época de incêndios este ano atinge igualmente florestas e gatos.

Em tempos de crise, a indústria do fogo posto, como todas as outras, tem que inovar para manter a competitividade a nível internacional, que isto do mercado global diz que é puxadote, mas a malta por cá não vai de se acanhar com a concorrência e para puxar pelos mercados até gatos se assam.

Em Mourão (Vila Flor, Bragança), à falta de bruxas, acham por bem, graça ou tradição, pegar fogo a um pau com um gato no topo, fechado dentro de uma vasilha de barro, sem ver qualquer espécie de problema no gato apanhar um valente cagaço e sair de lá com o pelo em brasa.

“As brasileiras também tiram o pelo todo, não vejo qual é o problema do gato ficar careca. Faz a tosquia todos os anos no S.João no topo do taroco a arder e nunca se queixou.” – afirma uma popular em defesa da tradição, aparentemente concebida para afastar uma praga de formigas que atacava as crianças de Mourão no século IX, quando estas ainda eram, efectivamente, mourinhos.

Eu até percebo que proteger Mourinhos de pragas de formigas comedouras de “special ones” seja motivo para se criarem tradições, numa tentativa de proteger o futuro do futebol nacional mas, onde é que entra o gato nesta história?! Porquê o gato?! Como é que o gato no topo de um pau a arder espanta formigas?

E esta questão preocupa-me, leitores. Confesso que quando vi a reportagem da RTP em Mourão, estava à espera de revelações fantásticas, do género: Então pomos o gato numa caçarola de barro para guisar, que desde 2011 ninguém consegue ver o Coelho, quanto mais comê-lo e a malta tem que dar ao dente, num é? Ou: Então pomos o gato numa caçarola de barro no topo de um taroco cheio de palha a arder, para treinar gatos bombeiros. Ora veja, ele a andar à roda e a guinchar, a guinchar, que parece uma sirene. Contra isto não há fogo florestal que valha, está a ver?

Fig 1: Gato-bombeiro, uma grande ideia que não é a causa do incidente em Mourão.

No fim de contas, e para grande desilusão minha, parece que afinal a população de Mourão não descobriu nenhuma utilização extraordinária para um gato em chamas, mas parecem antes sofrer de uma severa falta de entretenimento, o que me leva a crer que grandes empresários do cinema, do teatro e do futebol, já estão de olho na localidade, pois a avidez que esta malta tem por qualquer coisa que lhes distraia a atenção, fará certamente de qualquer entretém menos inflamável, um sucesso do caraças!

Em todo o caso, o assunto gerou tumultos, queixas judiciais e discussões acaloradas, entre quem defende que esta prática é bárbara e cruel para o animal em questão e quem, como os alunos da primária de Mourão, canta alegremente: “Ateei fogo ao gato-to-to, mas o gato-to-to, não morreu-eu-eu…”

Em suma…pois, coiso… é isso… lembrem-se, durante o verão e com estas temperaturas, não atirem lixo, beatas ou gasolina para o chão que aumentam o risco de pegar fogo a gatos.

Saúde.


Egídio Desidério

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

669 - A Crónica do Quiabo - Tendências Nominais

As novas tendências de inverno disseram-nos esta semana que o nome Kim Jong-un não está na moda e que quem for avistado a usar tal denominação vai estar, não só ultrapassado e démodé, como vai ser convidado a fazer uma maratona de joelhos enquanto está preso ao eixo traseiro de um camião do Paris-Dakar. A não ser claro, que se trate do supremo governante da Coreia do Norte.

Pois é, Kim Jong-un, o líder do governo Norte Coreano também conhecido pela sua espantosa forma abdominal, decidiu proibir o uso do seu nome por outro que não ele próprio, algo que já o pai e o avô tinham feito antes de si, e que criou grande agitação quer no mundo da moda dos nomes, quer nos bazares de nomes em segunda mão, uma vez que todos os Kims e os Jong-uns já existentes vão ter que mudar de nome.

Fig 1: Escalo e outros nomes de plagióstomos estarão démodé nos próximos anos

A notícia chegou a algumas partes do mundo como algo chocante, mas em Portugal foi muito bem recebida até porque já contamos com alguns exemplos muito bem-sucedidos desta prática, como o saudoso Avô Cantigas. Não sei se alguém já foi ao registo civil tentar nomear o mais novo “Avô Cantigas da Conceição Desidério” mas aposto os dois cotos em como não vai ser aceite.

Há ainda a vantagem da não profanação do nome, algo muito apreciado pela família soberana Norte Coreana e que se entende, uma vez que não contribui para a imagem dum chefe de estado, alguém algures no país fazer uma chamada para um Kim Jong-un e responderem do outro lado que agora não dá porque ele está a defecar. Não é bonito. Assim fica resolvido, que ele como semi-deus que é não defeca e o seu bom nome fica para sempre longe da imundice, literalmente.

Por cá já existiam correntes de apoio a esta prática que agora se acentuam, nomeadamente no que diz respeito a determinados sectores de nomes, como os de filósofos gregos, variedades de pêssegos, afastamento de pernas em latim, peixes plagióstomos e leporídeos o que promete agitar simultaneamente a classe política e os ralis internacionais.

Fig 2 - Leporídeos preocupados pelos seus nomes ficarem de fora da colecção Primavera-Verão 2015 do registo civil

Possivelmente será mais seguro, de 2015 em diante, chamar aos seus rebentos dias da semana, números, letras e sinais de pontuação (para não haver descriminação) ou simplesmente “coiso”.

Andem pela sombra!


Egídio Desidério

P.S: Adivinhem as 7 diferenças. Dica: A política de protecção de exclusividade do nome não é uma delas.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

669 - A Crónica do Quiabo - Jardim do Éder

Muitos leitores estarão familiarizados com o jardim do Éden, esse paraíso idílico onde, nos primórdios da humanidade, Adão e Eva, os primogénitos, passeavam em pelota sem grandes preocupações. Pelo menos até alguém morder o que não devia e a partir dai ganhar uma saudável aversão à excisão de costelas.

Bem, a verdade é que o mesmo jardim, passados todos estes anos, continua a dar problemas com inquilinos. No final da década de 80 do século passado, e depois do senhorio ter corrido com os anteriores inquilinos por insistirem em ir-lhe às maçãs, chegou este moço, de seu nome Éderzinho, que para pôr a coisa mais a seu jeito, logo mudou o nome do espaço para jardim do Éder, pois afinal era só uma letra de diferença.

No entanto, o senhorio, sujeito pacato, já idoso e algo avesso à mudança não aprovou e convidou o rapaz a sair mas, Éderzinho, audacioso como era, falou assim:

Senhor desculpa a intromissão,
Perdoa-me se fiz mal, porque foi sem intenção,
Mas também não percebo essa exaltação,
Não chamei à minha filha Lyonee, nem qualquer outro nome de cão.

O senhorio ponderou e verificou ser verdadeira a afirmação do rapaz. Entusiasmado pelo sucesso da sua argumentação, Éderzinho propôs um negócio ao senhorio:

- Fazemos assim. Eu dou 537 toques nesta maçã, faço volta ao mundo, mando ao ar, apanho de cachaço, levanto e faço o truque da foca, com o nariz, deixo cair, dou de calcanhar e de primeira marco golo na janela da marquise lá no primeiro andar e se eu conseguir tu deixas Éderzinho ficar no jardim.

- E se não conseguires?

- Se o Éder não conseguir o senhor manda o Éder embora do jardim.

E assim foi. O Éder começou e deu um, dois, quatrocent… e ao terceiro toque tropeça numa cobra que passava por ali, leva com a bola na cara, tenta salvar com o pé mas dá uma valente joelhada no esférico que voa até ao primeiro andar e parte a janela da marquise do senhorio.

E o resto da história é conhecida meus amigos. O Éder foi expulso do jardim até ser capaz de ganhar o desafio que lançou ao senhorio, mas sendo rapaz determinado, não desistiu, e enveredou por uma carreira de futebolista, disposto a tudo para voltar ao tão amado Éden, perdão, Éder.

Fig 1: O melhor ponta-de-lança da selecção portuguesa desde o mundial de 2014
Na sua estrondosa caminhada já se viu a representar grandes clubes como o Oliveira do Hospital, o Tourizense, o Académica e o Braga e até conseguiu, após uma época brilhante em que jogou 16 jogos e marcou 4 golos, ir ao mundial no Brasil e afirmar-se, no rescaldo do mesmo, como o melhor (e único) ponta-de-lança da selecção nacional.
Perante tão galopante escalada na carreira o regresso ao jardim do Éder está eminente, faltando apenas para isso aprender a dominar uma bola, contando com a ajuda do padrinho Paulo, um homem avoado, para alcançar a perfeição.

O senhorio adverte ainda que Éder tem que marcar golo na marquise sem partir vidros o que se adivinha complicado, pois a veia goleadora do ponta-de-lança permitiu-lhe marcar até ao início da presente temporada, em competições da FPF 49 golos em 197 jogos oficiais, o que dá um impressionante golo a cada quatro jogos!

Boa sorte Éder, boa sorte selecção! Boa sorte Paulo e as centenas de milhares de euros que levas de indemnização! Bons Bentos te levem!

Egídio Desidério

terça-feira, 3 de junho de 2014

669 - A Crónica do Quiabo - Essências divinais

Bom dia!

Hoje venho falar-vos de uma arte milenar que ao fim de 6000 anos de cheirosa existência atravessa uma fase algo conturbada. Falo, claro, do fabrico de perfumes.

Segundo a wikipédia, essa infalível fonte de sabedoria e conhecimento, a utilização de perfumes remonta, pelo menos, a 4000 a.C.. Segundo Bjorg Estrongulenberg, especialista da wikipédia para cheiros esquisitos, os antigos egípcios já fabricavam e usavam perfumes para não deixarem os seus bonitos sarcófagos a cheirar a morto. Em vez disso preferiam a fragrância a pó, formol ou resina de pinheiro, algo exótico no Egipto.

Uns anos mais tarde, Cristo, também ele um conhecido apreciador de produtos de perfumaria não saía para pregar sem colocar um pouco de seu bouquet favorito, uma mescla de sal-gema, incenso e malva que fez tanto sucesso entre pescadores, vendilhões e reis magos que motivou a bispa Sônia Hernandez da igreja evangélica “Renascer em Cristo”, sediada no…wait for it…Brasil (eu sei que nunca adivinhariam) a recriar essa fragrância abençoada e a coloca-la em frascos da sua marca de produtos de higiene “De bem com a vida”.

Mas a triste realidade é que apesar destes excelentes exemplos a indústria do perfume está ameaçada pois o seu objectivo primordial vê-se cada vez mais profanado. E que objectivo místico é esse? É… cheirar bem.

No século XX com avanços tecnológicos sem precedentes a quantidade de perfumes produzidos disparou, assim como a diversidade de odores, naturais e sintéticos que, sozinhos ou combinados, invadiram o mercado e as narinas do mesmo modo que esvaziaram carteiras. Todo este progresso devia garantir cada vez melhores perfumes segundo o princípio fundamental que, relembro, é cheirar bem, mas não!

Vejamos:

Em 2003 Burberry lança fragrância a “Brita” deixando encantados trolhas e calafeteiros um pouco por todo o mundo. Em 1964 Fabergé lança “Bruto”, um perfume de homem e para homem, e que homem não sonha em cheirar enfim… a bruto! Mais preocupante é o segmento de mercado estreado por Cacherel com o seu “Anais Anais”… o que dizer… bem… talvez que para não ficar atrás da concorrência, Chanel decidiu lançar em 1984 “Côcô” alimentando mais um capítulo deste perigoso desvio dos princípios da perfumaria.

Em 2005 Thierry Mugler trouxe a público a fragrância “Alien” guardada, há décadas, em grande segredo na área 51 pelo governo dos EUA e apesar de estar entre nós há quase dez anos ainda ninguém sabe muito bem ao que aquilo cheira mas um transeunte inquirido pela 669 definiu-a como “Echqjito”. Em mil nove nove e oito, Givenchy lançou “Pi” e que rapariga nunca fantasiou com o seu príncipe encantado no seu corcel branco a cheirar a 3,14159265359…

A preocupação cresce quando determinadas marcas se comercializam sobre designações olfactivamente desagradáveis como a italiana Diesel que insiste em vender perfumes ricos em hidrocarbonetos de origem fóssil ou a também italiana Just Caballi que prefere notas equídeas nos seus aromas.

Mas esta calamidade vem de trás, pois já em 1934 William Schultz vendia “Especiaria Velha” como se fosse uma coisa espectacular. É verdade que o senhor Schultz nunca especificou qual a especiaria em questão, possivelmente para não ferir os sentimentos a nenhuma droga culinária mas experimente o leitor inalar louro bolorento e verá que não é nada pelo que valha a pena largar algumas dezenas de euros.

Até à próxima e não se esqueçam: se querem cheirar bem, lavem-se.

Saúdinha,

Egídio Desidério

Mensagem do Opina: "669 - A Crónica do Quiabo" é a nova rubrica de humor do Opina, na qual o Sr. Egídio Desidério apresentará temas variados e assuntos diversos. Acompanhem no Opina!

Opina