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domingo, 5 de março de 2017

Som na Fita - Braveheart

Para o Carnaval temos musica de fazer levantar os kilts.


Nestes dias em que a cacimba invernosa ainda vai persistindo, o espírito escocês vem das terras altas insulares para o beira mar português.
Ao sopro da gaita de foles, insuflam-se marchas marciais para viveres aventuras guerreiras, cheias de espírito militar de fazer despertar os teus genes belicosos. Sopram-se músicas para te comoveres com silvestres paixões medievais, em que a fatalidade se cruza com o amor impossível. Rimbombam sinfonias épicas para encarnares a lenda de William Wallace e de todos os anónimos que lutaram pela liberdade nesses tempos idos da Escócia do século XIV.

James Horner compõe uma inspiradora banda sonora (vencedora de Óscar e tudo), que muito polvilhou as minhas imaginações de infância  e ainda hoje me faz sonhar. Deixo-vos a ouvir, divagando.



Rafael Nascimento

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Geo - Mundos e Profundos

É hoje às 22 horas no Espelho d’Água, junto ao Padrão dos Descobrimentos, em Belém, que os Geo vão dar o seu concerto “Mundos e Profundos”.

Os Geo são uma banda Lisboeta que mistura música popular Portuguesa com influencias recolhidas pelo Mundo fora, resultando uma música rica em sons e harmonias para os quais contribuem a grande quantidade de instrumentos com que nos presenteiam os seus 5 elementos.

Guitarra, cavaquinho, flauta, concertina, cajon, violoncelo e guitarra Portuguesa são apenas alguns dos instrumentos que serão apresentados hoje à noite pelos virtuosos Carlos Alberto Cavaco, António Carmo, Catarina Barão, Inês Martins e Mariana Felipe.

Para quem quiser conhecer mais sobre os Geo pode visitar o seu site, o canal de Youtube e, se estiver por perto, ir ao Espelho d’Água, a Belém ver o concerto esta noite! O preço é 5€.

A não perder!


Nuno Soares

sábado, 21 de janeiro de 2017

Som na Fita - Only lovers left alive

Começamos o ano 2017 com romance… 




Que música escolherias para honrar um amor eterno entre dois vampiros? Um distorcido solo de guitarra, como um lamento de lobo solitário? Ou a sua uivante contraparte feminina?  Seleccionarias um étereo momento contemplativo? Ou acompanharias os espaços vazios e silenciosos com misterioso rock cavernoso? Jim Jarmusch (+Jozef Van Wissem) com a sua banda Sqürl respondeu a este desafio auto-imposto, uma vez que também realiza “Only Lovers Left Alive”. 


O reencontro destes amantes eternos, que se reconhecem mais um ao outro que ao mundo novo, é-nos servido com esta soberba banda sonora, esborratando os cenários sorumbáticos em que submergem velhas criaturas nos seus secretos rituais antigos. No terminus desta reflexão sobre a fadiga da vida e dos estranhos que nos rodeiam, uma nota de exotismo e juventude destaca-se.



Rafael Nascimento

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Som na Fita - The Fountain




“Every shadow no matter how deep is threatened by morning light.”


A citação, vinda do próprio filme, reflecte o espectro da banda sonora que amplifica a história de amor, morte e ressurreição de “The Fountain”. Por entre tons de cordas melancólicos, ou momentos mais carregados de mistério e desafio, culminando em catarse apoteótica, rematada por um piano lírico e simplesmente belo, a música confere uma obscura profundidade luminosa à saga metafísica da busca da imortalidade. Sob a batuta de Clint Mansel (rever o Requiem for a Dream), Mogway e o Kronos Quartet dedilham a alma deste grande filme, feito de uma etérea cenografia, de uma íntima espiritualidade, de uma história dedicada aos pormenores e aos momentos maiores que a vida…


Rafael Nascimento

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Som na Fita - It follows

Buhhh¡ E com um susto sopramos o pó da fita e passamos a ter “O Som na Fita!”

A primeira ilustração sonora que chega aos nossos ouvidos vem do filme It Follows. A película de terror, que evoca as velhas glórias dos anos 80 do cinema de horror, pinta-se com uma banda sonora negra (novidade!). Puxando dos sintetizadores (RIP John Carpenter), a música acompanha o drama de Jay, perseguida por uma entidade asquerosa, silente e incansável. Desesperada, a rapariga foge por entre um genérico subúrbio em decadência, assombrada pela ominosa banda sonora…
Aqui vos deixo com uma música opressora e deprimente (by Disasterpeace) que acompanha um soberbo filme de terror. Poderá acompanhar também os vossos dias? 


Rafael Nascimento

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Mundos e Profundos - Novo álbum dos Geo

É já amanhã, sábado dia 9 de Janeiro, que os Lisboetas Geo realizam o concerto de apresentação do seu novo álbum: Mundos e Profundos.

O grupo composto por Carlos Alberto Cavaco (guitarra clássica), António Carmo (concertina), Catarina Barão (Cajon), Inês Martins (guitarra clássica) e Marta Lourenço (viola de arco) vai lançar aquele que é o seu 8º trabalho discográfico em 6 anos de actividade.


O grupo junta influências de várias partes do globo num registo de música popular e de improviso que, potenciado pela amplitude de instrumentos ao dispor, e pela capacidades dos virtuosos, se traduz numa música rica em melodias e ritmos que tão bem se sente com a alma como se ouve com os ouvidos.

O concerto realizar-se-á no Le Foyer, Conservatório de Música, em Lisboa, pelas 21:30 e os interessados em conhecer este grupo podem reservar os bilhetes no facebook da banda e/ou dar um salto ao canal de youtube dos Geo onde podem ver alguns (um número considerável) dos seus temas.

Para terminar, deixo-vos o videoclip do tema “Desperta para a vida”, gravado na serra de Sintra.



Não deixem de acompanhar mais um talentoso grupo de músicos Portugueses e amanhã, concerto a não perder às 21:30 em Lisboa.

Nuno Soares

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Crónica Social - Na rota dos festivais de Verão

Fora de Tempo. Ainda sobre Festivais de Verão…


Embora o Outono se instale, só agora gozo um período de férias. Férias que, cada vez mais, significam um tempo de distância em relação aos ritmos, aos lugares e às pessoas que preenchem o quotidiano de rotinas marcadas pelo trabalho.

Há já vários anos que dou um destino diferente a este tempo. Diferente porque o orçamento disponível não aconselha viagens de lazer. Mas diferente também porque o lazer já não tem o mesmo significado de oposição ao trabalho.Tento agora conciliar vertentes aparentemente inconciliáveis – descanso, resolução de problemas práticos adiados, outros trabalhos e experiências novas que permitam aprendizagens.

Nesta última vertente tenho beneficiado de uma rede de amigos com quem é possível estar/trocar/colaborar. Gente do Movimento de Transição, da tribo da Permacultura, gente que procura modos de vida ambiental e humanamente mais amigáveis. Nas cidades e fora delas surgem pessoas e famílias que se atrevem a construir vidas que não se centram no emprego e tentam emancipar-se do consumo e dos empréstimos bancários. Está em curso um movimento esperançoso de modos de vida alternativos ao mainstream.  

Gente com capital cultural e educativo, de todas as idades e condição, de filosofias diferentes, com posições críticas face ao capitalismo de casino e comprometidos com a urgência de nos tornarmos mais sustentáveis. Conseguem viver com muito menos dinheiro, alguns deixaram os trabalhos ou estão reformados, voltaram à terra e a economias de subsistência, outros mantem actividades artísticas ou de outro tipo com vínculos liberais. Vivem todos com orçamentos muito mais reduzidos e estão ligados em redes, integrando-se com as comunidades locais de acolhimento.

Na minha itinerância fui a Santo André e Lisboa, sempre, com particular destaque para a renovada Mouraria. O período maior fui para a Beira, uma zona lindíssima entre Côja e Avô, entre as Serras do Açor e Estrela. Uma natureza ainda pujante, um património cultural e arquitectónico muito rico e muita gente, nacional e estrangeira a tentar reinventar modos de vida.

Em Agosto participei em dois Festivais que estão também ligados a este Movimento – o Andanças, na Barragem de Póvoas e Meadas em Castelo de Vide e o Bons Sons, na Aldeia Cem Soldos, em Tomar. Existe em Portugal uma razoável oferta, tendo em conta o tamanho do país, de festivais de Verão - arrisco dizer que existem Festivais para todos gostos, bolsos e feitios. Os adolescentes e os jovens adultos são os seus maiores fãs. Mas não são só eles. Também existem frequentadores menos jovens, de todas as idades. Imagino que também as motivações que estão por detrás das escolhas sejam diversas.

Sem enjeitar o valor económico destas iniciativas e uma espécie de efeito Disneylândia com recintos que funcionam como reservas temáticas, mais ou menos tribais, o certo é que vivi em ambientes amigáveis, descontraídos, participativos e com ofertas culturais de grande qualidade. Para mim funcionaram ao jeito de residências artísticas ou melhor dito, foram uma espécie de imersão antropológica em territórios não habituais. Ir a estes Festivais foi garantia de não encontrar pessoas do meu ciclo profissional e até pessoal – até por isso foi refrescante e permitiu conhecer outras formas de entender a vida. Descobrir. Compreender. Aprender.

Admito que, para uma fatia de participantes, o efeito Disney regado a cerveja talvez seja o móbil. Para os mais jovens, imagino que os festivais sejam uma espécie de ritual de iniciação ou de passagem em que experimentam sobreviver fora do controlo parental e do apoio familiar. Ou ensaiam tempos de vida de casal e/ou de grupo. Claramente, uns conseguem melhor que outros. Estes Festivais criam reservas de bom trato, de amizade, de alargamento de horizontes culturais, de possibilidades protegidas de experimentação. São organizados colaborativamente por associações que defendem e praticam valores que me são caros - claramente são contextos de educação não formal.

Brevemente:

§  FESTIVAL ANDANÇAS

Foi a vigésima edição, a terceira no Alentejo, perto de Castelo de Vide; sendo que a maioria dos Festivais anteriores foram em S. Pedro do Sul.

A Associação que promove este Festival é a PédeXumbo, de Évora. Sobre o conceito que está na génese deste Festival, pode ler-se no site:
O Andanças é um festival que promove a música e a dança popular enquanto meios privilegiados de aprendizagem e intercâmbio entre gerações, saberes e culturas. Com um olhar dos dias de hoje, o Andanças propõe-se reavivar hábitos sociais de viver a música retomando a prática do baile popular através de múltiplas abordagens às danças de raiz tradicional, portuguesas e do mundo, com vista à recuperação das tradições musicais e coreográficas, fundindo-as com elementos contemporâneos.´

 

 A Associação PédeXumbo promove desde 1998 a música e a dança tradicional.
Uma equipa profissional dedica-se à recuperação e divulgação destas práticas culturais, através de registos, coproduções, criações artísticas, investigação e através do ensino formal e informal destinado a todas as idades. A PédeXumbo também organiza festivais em todo o país e programa regularmente no seu próprio espaço, em Évora, oficinas, concertos e bailes para vários públicos.

O cartaz dos sete dias (3 a 9 de Agosto) tem uma programação ininterrupta e com propostas múltiplas desde as 10h até às 3 ou 4 da manhã. Espalhado por um recinto natural fantástico, tem um forte compromisso de sustentabilidade ecológica.
Uma das intenções é promover a visão sistémica e de ciclo-de-vida dos processos de produção e consumo, de produtos e serviços, com objetivos idealizados de "zero desperdício", procurando fechar ciclos – à escala local, regional, e nacional –, e contribuir para um consumo e modos de vida mais sustentáveis. (…) a demonstração e partilha de melhores práticas ambientais, sociais e económicas contribui para o desenvolvimento de uma consciência e de uma cultura mais sustentáveis. Até porque muitas vezes nos esquecemos de pensar nas consequências das nossas ações e de procurar ativamente alternativas. No Andanças, a forte adesão dos participantes às práticas adotadas confirma esta aposta.
 

De facto, viver o Andanças é isto. O encontro e a partilha. Dançar, ouvir música, atrever-se a tocar um instrumento, a pintar, a construir qualquer coisa, a participar num coro mandado. Fruir, da paisagem, do ambiente, dos debates, da música que se toca por todo o lado, de estar em comunidade e em paridade. De celebrar a vida.
De resto, é mais fácil viver o espírito deste Festival do que contar como foi.


§  FESTIVAL BONS SONS

Esta sexta edição do festival que se assume ser da música portuguesa decorreu no terceiro fim-de-semana de Agosto, na Aldeia de Cem Soldos, perto de Tomar. É organizado pela associação cultural local SCOCS e pretende ser uma plataforma de divulgação da música portuguesa, quer a consagrada, quer os projectos emergentes.
Mais do que um festival de música portuguesa, o BONS SONS é uma experiência única. A Aldeia de Cem Soldos é fechada e o seu perímetro delimita o recinto que acolhe 8 palcos, cada um dedicado a uma linha programática, perfeitamente integrados nas suas ruas, praças, largos, igreja e outros equipamentos.
Além desta característica, o BONS SONS promove uma relação de proximidade com o seu público, envolvendo a população na realização do Festival. São os habitantes que acolhem e servem os visitantes, numa partilha especial entre quem recebe e quem visita, proporcionando a vivência ímpar de um evento musical. A selecção criteriosa do programa, o recinto único que é Cem Soldos e o envolvimento da população na realização do Festival são marcas que distinguem o BONS SONS da oferta cultural nacional. A par da formação de públicos, o BONS SONS tem como principal meta o desenvolvimento local através da fixação dos mais jovens e da potenciação da economia local.
Quando chegamos e colocamos a pulseira somos convidados a fazer parte da aldeia, a partilhar os seus lugares e a conhecer os seus habitantes e tradições. Durante 4 dias vivem-se os palcos de música, as exposições, as conversas e as variadas actividades que animam ruas e largos.
Hoje, com cerca de 1.000 habitantes, Cem Soldos tem um verdadeiro espírito comunitário e mantém as suas tradições vivas e actuais, registando grande envolvimento nas actividades locais, como é o caso da animada Festa da Juventude em Agosto, a peculiar Festa da Aleluia na Páscoa e a poderosa fogueira de Natal. Em 1192, no reinado de D. Sancho I, já existia registo do lugar de Cem Soldos. Conta-se, numa versão da história, que o nome de Cem Soldos deriva de ter havido nesta povoação um destacamento militar de cerca de cem homens, aos quais, periodicamente, eram enviados “100 soldos” para o pagamento dos seus serviços.
 

O Sport Club Operário de Cem Soldos (SCOCS) é a associação cultural local que, desde 1981, tem por missão promover o bem-estar social, cultural, desportivo e recreativo da população, privilegiando o desenvolvimento mútuo da Associação e da Comunidade nestas vertentes. O SCOCS tem assegurado a criação de uma dinâmica social excepcional, sendo responsável pelo envolvimento comunitário, formação e empreendedorismo de muitos jovens de Cem Soldos, cujo resultado mais mediático é o festival que se tornou nacional: o BONS SONS.
O ambiente é miscenizado entre os habitantes autóctones mais antigos e mais recentes (já é muito difícil encontrar verdadeiros rurais nas nossas aldeias), as tribos artísticas, muitos jovens adultos maioritariamente com pronuncias do centro e do norte, os estrangeiros jovens e menos jovens que vêm pela música, pelos artistas de renome e/ou pelo projecto da Aldeia. O objectivo final deste festival é o de retribuir à aldeia o esforço e o envolvimento, com aplicação das verbas em iniciativas sociais e culturais que beneficiam a sua comunidade.
A par do papel de formação de públicos, o BONS SONS tem como principal meta o desenvolvimento local, através da fixação dos mais jovens e da potenciação da economia local. Assim, faz parte de um plano maior que tem como base a valorização e a capacitação da população local, a criação de postos de trabalho e a promoção do espírito comunitário.


Isabel Passarinho

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

EDP Cool Jazz 2015 - An Evening With Mark Knopfler

O dia 28 de Julho marcou o regresso de Mark Knopfler aos palcos portugueses, em continuação do seu tour de lançamento de “Tracker”, o seu novo álbum. E foi com casa cheia que o Estádio Municipal de Oeiras recebeu o ex-guitarrista dos Dire Straits juntamente com a sua banda que já o vem acompanhando há largos anos.


Num concerto que durou aproximadamente duas horas, Knopfler optou por mostrar inicialmente algumas canções da sua carreira a solo, tanto do seu novo álbum “Tracker”, como dos menos recentes “Privateering” e “Cal”. Apesar de não ter perdido a sua genialidade e de ter actuado como sempre habituou, o público mostrou-se algo tímido e pouco reactivo nesta fase inicial do concerto, talvez devido a um menor conhecimento destes novos temas.

No entanto, a multidão entrou em êxtase quando a banda começou a tocar temas antigos dos Dire Straits como Romeo and Juliet, Sultans of Swing, Telegraph Road e Your Latest Trick. Após o tradicional encore, também com temas clássicos de Knopfler, o público ainda tentou que o músico voltasse ao palco, mas desta vez o músico não correspondeu.

Um excelente espectáculo, protagonizado por excelentes músicos.

Luís Brito

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Festival Jota 2015

O Festival Jota, o maior festival de música cristã do país, começa hoje à noite e estende-se até Domingo, em Montenegro, Faro. Depois de Guarda e Viseu terem recebido o festival, respectivamente, em 2013 e 2014, este ano as centenas de participantes que acompanham este festival rumam a Sul, até ao Parque Natural da Ria Formosa, onde, para além da música, contam com diversos worshops/actividades desportivas, artísticas e culturais que dão a conhecer quer a cidade de Faro, quer a própria Ria e proporcionam experiências diferentes das do quotidiano da maioria das pessoas.


Em termos musicais, o cartaz desta edição junta jovens talentos nacionais como Xpression Cross, que espalham a mensagem de Cristo num registo rock, e os Godstones, num estilo mais Pop, a bandas internacionais como os Britânicos Crossbeam e o Espanhol Nico Montero. Nem a música electrónica foi esquecida, com a presença do Algarvio DJ Zoon

Os bilhetes ainda se encontram à venda, no recinto, com preços a partir de 3€, o que torna este festival uma opção económica, para crentes e não crentes, para um fim-de-semana de música e outras actividades, bem perto da praia e do sol do Algarve.

Para mais informações, o Festival Jota 2015 tem aqui o seu site.

E para ouvirem algumas das bandas presentes podem seguir os links abaixo:

Banda Jota
Claudine Pinheiro
Yeshua

Nuno Soares


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Viragem – O primeiro álbum de Pedro Limpo

Pedro Limpo é um compositor e músico Português, natural de Lisboa, que se encontra em trabalho de preparação para o seu primeiro álbum, “Viragem”, o qual junta música urbana Portuguesa com as letras do poeta Algarvio Roberto Leandro.

Alguns dos temas, disponíveis no soundcloud, revelam as influências rítmicas do jazz, misturadas com uma voz e sonoridade acústicas bem ao jeito da música popular Portuguesa, e um toquezinho daquele swing tão característico do Brasil, que confere ao trabalho de Pedro Limpo uma leveza sonora que se mistura de maneira harmoniosa com a profundidade dos poemas que canta, em bom português.


Para além da voz e guitarra de Pedro Limpo, “Viragem” conta com a bateria de André Mota, o contrabaixo de André Ferreira, as teclas de Diogo Santos e o clarinete de Cátia Teles.

Pedro Limpo e a sua equipa têm uma campanha de angariação de fundos (1500€ dos quais já conseguiram 801€) para ajudar a custear a edição deste seu primeiro álbum, “Viragem”, e quem contribuir, tem direito a recompensas pelo apoio que vão desde bilhetes de concerto e cds a um concerto privado com a banda e um jantar, dependendo, claro, do valor contribuído para a causa.

Oiçam, se gostarem partilhem e, se puderem apoiem!

A música Portuguesa a dar cartas!

Nuno Soares 

sábado, 18 de julho de 2015

“Um amigo é coisa para a Vida” dos Mundopardo - Vídeoclip

Depois de terem apresentado, em Maio de 2015, o single “Um amigo é coisa para a vida” como um dos temas a integrar o 2º álbum do grupo, os Mundopardo brindaram os seus seguidores com o primeiro videoclip da banda, deste mesmo tema, que está disponível no Youtube desde o início da semana.

Fig. 1: Mundopardo

Apresentado pouco antes do evento, os Mundopardo já tiveram oportunidade de testar esta música nos grandes palcos, tendo sido tocada na XXX Semana Académica do Algarve, onde abriram o concerto de Anselmo Ralph.


Para quem quiser ficar a par das novidades, concertos e percurso deste promissor grupo de pop/rock nacional, os Mundopardo têm uma página no facebook que podem aceder aqui.  



Nuno Soares

segunda-feira, 22 de junho de 2015

The Codfish Band - Devil's Tongue

A nova banda da cena Rock nacional, os “The Codfish Band”, fazem-se aos palcos para apresentar o seu primeiro álbum “Devil’s Tongue” com um concerto de estreia na FNAC de Alfragide, já no dia 25 de Junho (5ª feira), às 21h, e outro, no dia 27 de Junho (Sábado), às 23h15m, no “Starway Club” em Cascais.


A banda é composta pelo quarteto Luigi Afonso (voz e guitarra), Miguel Ros Rio (guitarra), Nuno Escabelado (baixo) e Pedro Kystos (percurssão), e estes rapazes já têm o videoclip do singleHit the road” disponível no Youtube.


É ainda de dizer, que o álbum “Devil’s Tongue” está disponível na FNAC, a partir de hoje. Podem seguir a banda, os seus concertos, e novos lançamentos pelo Facebook do grupo.



Uma banda a acompanhar!

Nuno Soares

sábado, 6 de junho de 2015

Festival Eurovisão da Canção: representação cultural do país ou desperdício de dinheiros públicos?

Mais um ano passado, mais um fracasso da representação Portuguesa no Festival Eurovisão da Canção, certame único a nível europeu que junta anualmente, há 60 anos, talentos musicais dos quatro cantos da europa.

Aproveitando a deixa da apresentadora Joana Teles, que disse, e muito bem, que este festival, quando apareceu, fazia parar o país, urge aos organizadores, promotores e financiadores (vulgo, povo português) da participação nacional no festival da canção, perceber o porquê de tal sucesso e interesse se ter esbatido ao longo das décadas em Portugal. Esse processo de entendimento seria sem dúvida, um bom começo para que se possa mudar, melhorar e corrigir, o modelo medíocre e ineficaz que vem sendo usado de há uns anos a esta parte.

Mas cada coisa a seu tempo. Comecemos por onde se deve, o princípio; o Festival RTP da Canção, que escolhe, através de júri (os compositores das músicas a concurso) e do voto popular, o representante nacional no Festival Eurovisão da Canção.


Fig. 1: A vencedora do Festival RTP da Canção 2015 - Leonor Andrade

E porque nem tudo é desgraça, começo por salientar um ponto positivo na edição de 2015 do Festival RTP da Canção, a inclusão de banda em palco que dá, para além de credibilidade (e bem que ela é precisa), o ar de que realmente se trata de um festival de música na televisão, ao invés de uma montra de jingles publicitários.

Parabéns pela iniciativa e pela coragem de querer melhorar e tornar o festival mais autêntico.

Infelizmente, outras apostas não correram tão bem.

O conceito de dar espaço a novas e velhas glórias do festival na abertura do mesmo, permitindo que estas apresentem os anfitriões da gala, está interessante e podia acrescentar valor ao programa, se dois pressupostos simples fossem cumpridos: o primeiro, é que se tratam de glórias do festival (Suzy?) e o segundo, é que conseguem articular palavras e fazer frases com nexo (Suzy?). Felizmente, na 2ª semi-final, o par composto por Lúcia Moniz e Eládio Clímaco fez muito melhor figura, em ambos os capítulos, do que a parelha Suzy – António Calvário, que abriu a 1ª semi-final.

Em termos musicais, o Festival RTP da Canção, apresentou-nos 12 músicas de 12 intérpretes nacionais, nas quais quero destacar pela positiva um interessante equilíbrio entre a aposta em jovens talentos (a mais nova intérprete, Rita Seidi, tem 17 anos), e nomes conhecidos e muito mais experientes como Adelaide Ferreira e Simone de Oliveira. Pela negativa destaco a falta de diversidade musical, apostando-se, mesmo comparando com outros anos, em receitas gastas e datadas, que já nem o nosso pequeno Portugal entusiasmam, e a falta de vontade, coragem ou saber para desenvolver a fundo os conceitos apresentados, nomeadamente a nível cénico, caindo-se na monotonia e vulgaridade, raramente aproveitando as potencialidades dos temas apresentados. Exceptuando um honroso par de músicas, faltou carácter, força e acima de tudo espectáculo, a músicas que, de resto, até conseguiram, em alguns casos, trazer a palco boas vozes, boas letras e composições interessantes.

“Lisboa, Lisboa” foi a música de Sara Tavares e Kalaf Epalanga a que Rita Seidi deu voz. Com uma ritmicidade muito própria e dando uso às influências africanas, este tema apresentou-se como uma música quente, bem-disposta e fácil de ouvir, o que não fez dela uma grande candidata ao prémio ou uma canção fenomenal por valor próprio. Uma letra longe de ser extraordinária (talvez pela urgência em ser feita, como disse a Sara) e a necessidade de uma voz mais cheia, dinâmica e potente (quiçá a da Sara), que, sem desmérito para a intérprete, Rita Seidi não tem, deitaram por terra as ambições deste grupo de trabalho.

Miguel Gameiro, dos Pólo Norte, compôs uma música interessante, com uma base mais rock, que com uma interpretação algo insegura de Leonor Andrade na semi-final, conseguiu ainda assim chegar à final, onde, com mais confiança na voz, fez por ganhar uma viagem a Viena. Claramente mais confortável nos registos mais baixos da música mas sem destoar nos agudos, mesmo após uma subida de tom, Leonor trouxe à música um ar de, quase Amor Electro, faltando à voz a capacidade de encher o palco com a sua presença e pecando por uma notória falta de investimento em produção cénica, que foi aliás, uma das grandes limitações da maior parte das participações neste festival.

Filipa Baptista foi a eleita por Augusto Madureira para interpretar o seu tema “A noite inteira”, num registo de pista de dança. Filipa teve a falta de sorte ou de gosto (ou as duas), de ir ao Festival RTP da Canção representar Suzy, a vencedora do ano anterior. Tudo na sua interpretação fez lembrar a actuação de Suzy em 2014 (à excepção do peito). Letra medíocre, ritmo e melodias banais e uma… coreografia/interacção com um dançarino, que nos põe a pensar se estes profissionais são devidamente pagos por aquilo que têm que passar. Filipa não tem, de todo, má voz, mas nesta actuação foi só isso que teve a seu favor.

Fig. 2: Filipa Baptista in Suzy 2

Nuno Feist e Nuno Marques da Silva foram compositor e letrista de uma das poucas obras que arrancou aplausos espontâneos entre a audiência do programa. “Outra vez Primavera” contou com uma composição interessantíssima, óptima interpretação musical, e uma fantástica, potente, e bastante expressiva voz de Yola Dinis, tudo acompanhado por uma letra digna de ser chamada poema. Infelizmente, e apesar de se ter apurado na 1ª semi-final, o fado de Yola não conseguiu nem o voto do público, nem o dos compositores (?) e ficou-se pelo 4º lugar na final nacional.

Foi o sobrinho de José Cid que compôs e interpretou “Tu tens uma Mágica” mas podia ter sido o septuagenário cantor, pois Gonçalo Tavares é uma cópia a papel químico de Cid (que colaborou na fantástica letra), sem a franja e com 30 anos a menos. Mas as diferenças acabam aí. Uma frase repetida durante 3 minutos, 4 acordes no piano com uma ritmicidade e melodia que nos levam 30 anos para trás (o que não é necessariamente bom), e os tiques de cabeça, fizeram-me sentir num lagar. Curiosamente, esta obra conseguiu o voto do júri, quer na semi-final, quer na final, o que, de todo, não abona a favor dos compositores.

Adelaide Ferreira foi Adelaide Ferreira. A sua presença trouxe, tal como a de Simone de Oliveira, uma maturidade diferente ao festival. No entanto, ao contrário de Simone, que chegou à final, a música que Adelaide trouxe consigo, não conquistou os Portugueses. “Paz” tinha uma mensagem mas faltou-lhe a força e a elaboração para a fazer chegar ao público. Nem a postura e voz expressiva, nem a habilidade teatral da cantora compensaram uma música regular, que não encaixou particularmente bem no conceito do festival e que não puxou pela voz de Adelaide como outros temas que interpreta.

E assim se fecha a 1ª semi-final.

Fig. 3 - Yola Dinis, uma grande cantora

A 2ª trouxe-nos uma melhor apresentação, mais natural e fluída, com a dupla Sílvia Alberto – José Malato, e alguns temas interessantes.

Começando por “Quando a lua volta a passar” de Sebastião Antunes. Tenho que confessar que Sebastião tem uma sonoridade que me apraz, gosto da influência country presente nos seus trabalhos, e da maneira particular de cantar histórias através da música. No entanto, desta feita, Sebastião não foi feliz na escolha da intérprete. Rubi Machado não soube ou não conseguiu soltar-se e dar a leveza, alegria e agilidade que a música exigia, tendo resultado num estranho contraste entre uma composição viva e dinâmica interpretada por uma cantora pesada e mortiça na sua voz.

Churky usou a potente voz de José Freitas para dar vida a um blues ao estilo de Elvis Presley que, sendo diferente do habitual no programa, mostrou bom serviço e mais que mereceu o lugar na final nacional. A lamentar fica a produção cénica que, neste programa, parece consistir exclusivamente em gente a dançar em fundo. Não acrescenta nada a esta música, não encaixa no estilo musical e é foleiro que dá dó, inovem.

Teresa Radamento interpretou “Um fado em Viena” de Fernando Abrantes e Jorge Mangorrinha, um fado-valsa de composição simples e melodia alegre. A voz acompanhou de maneira razoável, tímida a princípio, mas crescendo em confiança ao longo da música. Apesar da música se ouvir bem, Teresa Radamanto, não é uma voz genial, e as suas limitações são evidentes na canção. Cenicamente pobre.

Simone de Oliveira apresentou um belo poema de Tiago Torres da Silva, com uma composição à altura por Renato Júnior. Simone fez valer a sua experiência, segurança inabalável e grande carisma. A apontar fica a opinião de que, o que a música tem em harmonia não tem em força para acompanhar a grande expressividade de Simone. Uma música, não obstante, interessantíssima, com todo o potencial para vingar fora do festival.

Fig. 4 - Cheia de garra e expressividade, Simone de Oliveira

Héber Marques compôs e Filipe Gonçalves cantou “Dança Joana”, um tema num registo pop, bem ao jeito do festival da canção. De longe, o mais expressivo dos intérpretes (exceptuando talvez Simone, mas num registo completamente diferente), com muito à vontade, interactividade e presença em palco. Apesar do cheiro a verão, uma letra pouco inspirada pode ter pesado contra “Dança Joana”, que não passou da semi-final.

O tema “Maldito tempo” de Carlos Massa foi desqualificado por não cumprir os regulamentos do concurso pois, apesar de original, não era inédito, o que, estando para além de argumentação (o regulamento factualmente foi incumprido), é uma pena, pois a voz de Diana Piedade é um portento, a interpretação foi fluída e enérgica e o duo cénico com um dos músicos, deu uma dinâmica a este nível que faltou às restantes apresentações.

De toda esta mescla saiu como vencedora Leonor Andrade com “Um mar que nos separa”. Não foi a melhor composição, letra, voz ou actuação do festival, mas, foi a representante escolhida. Na actuação em Viena, Leonor Andrade até nem se portou mal, cantando com confiança e esforçando-se para interagir com o público mas sem ter o carisma de uma Lúcia Moniz e com uma péssima escolha de indumentária e postura que, vá-se lá saber porquê, parecia sugerir uma improvável e pouco conseguida mistura entre rock e fado. A música interessante e a voz que não envergonha esbarraram no vazio cénico que engoliu Leonor, e resultou numa prestação muito abaixo de alguns dos seus concorrentes e na consequente eliminação na semi-final do Festival Eurovisão da Canção.

Fig. 5 - Conchita Wurst, cantor Austríaco, vencedor do Festival Eurovisão da Canção em 2014

Nas últimas 10 participações (de 2004 em diante pois tivemos um interregno em 2013), Portugal chegou à final apenas em 3 (2008, 2009 e 2010), e vai sendo tempo de a RTP repensar o modelo de recrutamento (e quiçá até o de seleção) que aplica. Abrir as portas a mais compositores, através de concurso e pré-seleção, poderia trazer mais e melhores temas, géneros musicais e intérpretes, em contraponto como o actual sistema de convite de compositores, sabe-se lá sujeito a que critérios (ou falta deles). Este seria, a meu ver, um ponto de partida, não só para renovar o interesse dos Portugueses, que passariam a associar mérito e qualidade a uma presença no festival, como para melhorar as miseráveis classificações frequentemente obtidas pelos nossos representantes.

Num certame internacional em que se investe dinheiro público, quer-se o melhor que se faz musicalmente em Portugal, um país recheado de excelentes compositores, músicos e intérpretes, algo que não é possível com este modelo de portas fechadas.

Se o Festival RTP da Canção é um programa de entretenimento, o que se exige da televisão pública, é que garanta entretenimento de qualidade e, assim, certamente, os Portugueses responderão em conformidade, com o seu apoio e entusiasmo que, de resto, é bem visível noutros países europeus que continuam a investir forte na sua representação no Festival Eurovisão da Canção, com ganhos não só culturais, mas também económicos.

Até lá, estamos condenados a deitar dinheiro ao desbarato e a vermos a nossa representação musical, ficar à sombra de grandes colossos da música europeia, como o Chipre, o Azerbaijão, Montenegro ou a Arménia.

Urge a mudança.

Nuno Soares



sábado, 2 de maio de 2015

Novo single dos Mundopardo – Um amigo é coisa para a vida

A banda Farense “Mundopardo” lançou um novo single intitulado “Um amigo é coisa para a vida”, o primeiro tema a ser apresentado do que há-de ser o 2º álbum desta banda formada em 2013, por Ricardo Silva (voz, guitarra e cavaquinho), Pedro Rodrigues (baixo), João Cardoso (guitarra) e Fábio Silva (percussão, teclado e voz), aos quais se juntou mais tarde o baterista Paulo Franco.

Depois de, em Maio do ano passado, terem lançado o álbum de estreia “A Pequena Metrópole”, chegou a hora escolhida para revelar os resultados dos últimos meses de ensaios, com o lançamento do “Um amigo é coisa para a vida” e com a promessa, em recente entrevista à Rua Fm, de estrear outros temas na XXX Semana Académica do Algarve, onde farão a abertura do concerto de Anselmo Ralph, na sexta-feira, dia 15 de Maio.


Este single dá-nos as primeiras impressões sobre este novo projecto dos “Mundopardo” que, mantendo-se fiel à origem, traz algumas mudanças em relação ao “A Pequena Metrópole”, que, diz Ricardo Silva, se devem às diferentes condições que hoje a banda dispõe, nomeadamente contar com um baterista a tempo inteiro e poder libertar Fábio Silva para o sintetizador e assim explorar novas sonoridades.

Em todo o caso, com novas e velhas sonoridades, os “Mundopardo” estão em cena, têm o seu “Um amigo é coisa para a vida” disponível gratuitamente no soundcloud e na sua página de facebook e estarão, muito em breve, em Faro, na XXX Semana Académica do Algarve.

É de acompanhar!

Nuno Soares