quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Nas Asas da Poesia - Lágrimas

Uma lágrima a nascer
Nesse teu olhar profundo
Duas lágrimas a correr
Vão até ao fim do mundo.

Essas lágrimas que correm
Correm sem ninguém saber
Só tu sabes, mais ninguém,
O que elas querem dizer.

Serão lágrimas de dor,
Física ou emocional,
Ou serão de um amor
Muito mais do que banal?

Serão de contentamento,
Felicidade, alegria?
Serão elas do momento
Mais marcante do teu dia?

Serão elas da tristeza
Que te consome por dentro?
Serão, com toda a certeza,
Verdadeiro sentimento.

Toda a lágrima carrega
Dentro dela a emoção
Que foi crescendo sem trégua
E transborda do coração.


Marco Gago

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Petróleo em Portugal? Não, obrigado!

Em Março deste ano, em resposta a contratos celebrados entre o estado Português e a petrolífera Espanhola Repsol no ano de 2011, foi criada a Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP), com o intuito de sensibilizar a população Portuguesa para o que está a ser feito neste momento na nossa costa, sem o conhecimento da maior parte da população e que acarreta riscos sérios para a saúde e bem-estar dos Portugueses, assim como para o ambiente e para a economia do país.

Tais contratos, que podem ser vistos aqui, contemplam a prospeção e exploração de hidrocarbonetos de origem fóssil (petróleo e gás natural) ao longo da costa Algarvia, Sudoeste Alentejano, Arrábida, e toda a zona costeira de Peniche a Esposende (podem ver o mapa, aqui). A esta área de prospeção pouco alargada, juntam-se ainda perfurações em terra, ao longo da Beira Litoral, Estremadura e Algarve.

O processo de prospeção já começou em algumas regiões e a Associação de Surf e Actividades Marítimas do Algarve (ASMAA) lançou o alerta através de um vídeo (abaixo, a partir dos 10 segundos) feito na praia do Amado, Alzejur, onde se pode ver o efeito do petróleo na areia e na pele, com o objectivo de sensibilizar as pessoas para o que pode acontecer com maior frequência e numa escala incomparavelmente maior se a exploração petrolífera avançar na nossa costa.



As áreas das concessões de exploração são adjacentes a mais de uma dezena de zonas protegidas ou de especial valor ambiental, entre as quais, de Norte para Sul, se destacam o Parque Natural do Litoral Norte, Litoral de Vila do Conde e Reserva Ornitológica do Mindelo, Dunas de S. Jacinto e Ria de Aveiro, Reserva Natural das Berlengas, Reserva Natural do Estuário do Tejo, Parque Natural da Arrábida, Reserva Natural do Estuário do Sado, Lagoas de Sto. André e Sancha, Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Ria de Alvor, Parque Natural da Ria Formosa e Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

Para além do risco de derrames e do seu impacto para o turismo, a diversidade animal e a qualidade das águas, o processo de prospeção de petróleo em fundos marinhos utiliza tecnologia baseada em ondas sonoras de alta frequência que causa efeitos devastadores na vida marinha e nos sectores económicos, como a pesca, que sobrevivem da captura sustentável de tais recursos. A OCEANA, uma ONG focada na preservação dos oceanos partilha informação sobre o assunto, à qual podem aceder aqui.

Nos últimos meses a PALP tem vindo a organizar várias iniciativas de sensibilização e de tomada de acção, como a exposição Oilgarve, que se realizou durante o mês de Outubro, em Faro, e a petição contra a exploração de petróleo e gás natural na nossa costa que conta já com mais de 7200 assinaturas.

Vários artistas, entre eles, Dário Guerreiro (Môce dum cabréste), Pedro Pinto (Reflect) e Edgar Valente (Criatura) juntaram-se a esta iniciativa, ajudando a passar a mensagem de que algo precisa de ser feito para parar a prospeção e exploração de petróleo antes que os seus efeitos se façam sentir.

Não deixem que este problema vos passe ao lado pois, no próximo verão, a coisa pode já estar preta (e pegajosa).

Por um Portugal livre do flagelo do petróleo, assinem a petição, informem-se e partilhem a informação.



Nuno Soares

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Nas Asas da Poesia - Eu não sei o que procuro

Eu não sei o que procuro
Nem sei se o hei-de encontrar
Abro os olhos mas, no escuro,
Nada posso vislumbrar.

Onde estás? – pergunto eu
Mas é silêncio que ouço
Pouco do que tenho é meu
Pouco sou daquilo que posso.

Esta escuridão me cega
E o silêncio ensurdece
Nesta vida, sigo à espera
De algo que não aparece.

Creio e espero que um dia
Algo irei encontrar
Mas de saber gostaria
Quanto mais irei esperar.


Marco Gago

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Pó na Fita - O Grande Ditador (1940)

Voltamos de férias! E já que estamos em altura de eleições, que tal uma lição de história?


Com certeza conhecem o Charlot! Sim? Não?
Desta vez, as desventuras deste simpático e ingénuo senhor decorrem entre duas grandes guerras. Numa sucessão de pitorescas rábulas, a personagem passa de soldado raso, a barbeiro desfavorecido num gueto judeu, a combatente pela liberdade nas horas vagas!
Por entre estes episódios, desenham-se outros, igualmente hilariantes, mais mordazes, sobre o ego de um certo ditador (caricatura perfeita de outro certo infame tirano muito muito conhecido). Estas duas figuras jogam em pólos opostos da sociedade e da personalidade, personificando virtudes (o barbeiro) e defeitos (o ditador) comuns na humanidade.

O Grande Ditador é um filme com uma clarividência atroz, uma vez que previu todo o desenrolar da 2ª Guerra Mundial, no dealbar da mesma. Uma película que expôs os crimes de Hitler e comparsas, mesmo antes de estes se tornarem mais públicos! Atentai contudo à performance de Charlie Chaplin, quer como ator, macaqueando a figura do fulgurante ditador com fortes agulhadas ao seu ego, quer como contador de uma história muito bem desenvolvida e montada.

O final, o único momento verdadeiramente sério do filme, é de levar às lágrimas, de te arrepiares, de levares como credo político e de dares aos teus filhos (isto se não fores um ditador claro!)


P.S.S. Já que estamos numa de discursos ao coração, aqui fica o FMI de José Mário Branco, para acompanhar





Rafael Nascimento

domingo, 18 de outubro de 2015

Muthure's Place - Poem to Self

I look into the mirror with you
Every morning.
I see the image;
Hard hair,
Face all nose and forehead,
Full, bushy eyebrows,
Only one dimpled cheek.
Tongue, pink and lovely.
You fold and curve and run it along
The inside of your mouth when in deep thought.
Firm imprint of your molars on its sides
From all the years of biting down on it in deep sleep.
You curse it sometimes
For being an instrument
In the orchestra of hurtful and selfish words,
Tumbling out and rolling over those lips.
Lips that turn upward ever-so-slightly only sometimes,
But more often than that
Open to reveal
The reason you refused to go to school one day
In nursery school if not ‘fixed’ immediately-
Inexplicable small dents on the four front lower teeth.
I take it in everyday,
I can draw it all blind-folded.

I know your body.
Birth mark below left knee,
Beauty spot on right foot,
Stretch-marked bottom,
Masculine hands,
Toned legs,
Short, fat toes,
Slight curve of belly,
Breasts larger than you desire.
And the scars…
Shadow of a few stitches on your right palm,
Tick-shaped scratch on your left shin,
And more.
As if your childhood memories,
Afraid of being forgotten,
Etched themselves in your flesh.
And it’s difficult to,
When they’ve left a playful map on your skin.
Skin that’s smooth for the most part,
Not chocolate but not quite toffee either.
Something in between perhaps.
I’m slowly learning to appreciate it all.

I know your dreams.
Outrageous.
Silly.
Lofty and impractical,
Delicately rooted in your every thought.
I want to let you know
That it’s okay to dream.
It’s okay to be ambitious.
And that sometimes
You should speak them aloud
Because not everyone will ridicule you,
And that you’ll be braver for it.

I’ve touched your heart.
I alone know its temperatures.
Its intentions.
All its different colours.
I’ve watched you try walk away from it,
And in turn felt it go cold,
The only sign
That lets me know
We’re expecting some sort of blow soon.
Sometimes it opens up wide though
And I’m left in awe.
I watch it smile occasionally,
The sight of which has never failed to move me
All these years later.
Once in a while I feel a deep tremble,
The definition of a hearty laugh.
And it’s then you really let go.
I’ve felt it love.
I’ve seen it shatter.
I held it up for you when you couldn’t bring yourself to.
I’m here to tell you all this will happen again.
I want you to understand.
That you will love again.
And you will break again.
And that it’s okay.

I must say,
I don’t quite like
This strange tenant in your cartilage and tissue,
Making your joints creak so loud sometimes
It jolts me.
Crook of elbow;
Fit to hold a child,
Mind and body not ready to believe
You’ll ever hold one of your own.
Bend of knee;
Moving with every step you take,
Walking towards destruction at times,
Running from the world at others,
Once in a while just managing crawling to safety,
But always moving all the same.
Crack of knuckles;
Perpetually trying to find... ways,
Words to put down
To try keep track of marathon-running thoughts.
Spinning ideas.
And never quite catching up.



Many long, wakeful and restless nights have past,
And I’ve been your only company.
The only one you told your nightmares.
I’m the interpreter of them all,
And sometimes I may have been wrong.
I apologise.
I do my best though, to let them not haunt you.
I try to make your dreams nice.
Make them wonderful,
Just to have you wake up with a smile so subtle,
Even you don’t know about it.
But you feel it.
That distinct tiny little warm glow you can’t explain,
Making you want to listen to that specific playlist.
I know most of the songs off the top of my head..

Let’s just say
I’ve studied you.
That I know you.
And I realise that I’ll still never know enough.
This isn’t to inform you of anything really,
Because you know just as much as I do.
It’s to remind you of things you forget.
It’s to try to calm your sometimes too impatient soul,
To make you take time to look and not just see.
It’s to touch you in places you’ve neglected in a while.
It’s to kiss you.
It’s to converse with you,
We hadn’t spoken in a while.
It’s to try make you understand,
That I quite simply... love you.
Sometimes without good reason,
But I love you all the same.
And to let you know that I’ll be watching you...

Joy Muthure

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I am female and in my mid-20s. Sometimes I dabble in writing, from prose to pieces penned to be spoken out loud. A few of my other interests include: [reading] literature, music, laughing, listening, loving and living (I am a big fan of life in general). I am intrigued by animals -ourselves included- thus my background in Zoology. Some of my “lofty” dreams consist of trying to bring ecosystem health to a balance, through improving the health of humans, animals and the environment they share. To this end I studied One Health (do look it up, you [probably] won’t be disappointed that you did!). I am an East African local with what I hope to be the mentality of a global citizen. I’m all about connectivity, and tend not to see things in isolation so feel free to connect with me!

Joy Muthure

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Miss Joy Muthure will share with us her writings and thoughts regularly on Muthure’s Place, every month, here at Opina. Hope you enJoy!

Opina

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Legislativas 2015 - Fraude eleitoral?

Depois de trazer a falácia da falta de escolha à conversa durante a campanha eleitoral, hoje, semana e meia após as eleições, proponho fazer, em jeito de balanço, um apanhado de coisas interessantes que as eleições legislativas de 2015 nos revelaram. Mas antes, vejamos os números destas eleições segundo o portal Legislativas 2015:

Abstenção – 4 273 748 (79%) votos = ? assentos parlamentares
PÀF – 1 993 921 (36,86%) votos = 102 assentos parlamentares
PS – 1 747 685 (32,31%) votos = 86 assentos parlamentares
BE – 550 892 (10,19%) votos = 19 assentos parlamentares
CDU – 445 980 (8,25%) votos = 17 assentos parlamentares
Votos Brancos – 112 851 (2,09%) votos = 0 assentos parlamentares
Votos Nulos – 89 554 (1,66%) = 0 assentos parlamentares
PPD/PSD – 81 054 (1,5%) votos = 5 assentos parlamentares
PAN – 75 140 (1,39%) votos = 1 assento parlamentar
PDR – 61632 (1,14%) votos = 0 assentos parlamentares
PCTP/MRPP – 59 955 (1,11%) votos = 0 assentos parlamentares
Livre/Tempo de Avançar – 39 340 (0,73%) votos = 0 assentos parlamentares
PNR – 27 269 (0,5%) votos = 0 assentos parlamentares
MPT – 22 596 (0,42%) votos = 0 assentos parlamentares
NC – 21 439 (0,4%) votos = 0 assentos parlamentares
AGIR – 20 749 (0,38%) = 0 assentos parlamentares
PPM – 14 897 (0,28%) = 0 assentos parlamentares
JPP – 14 285 (0,26%) = 0 assentos parlamentares
PURP – 13979 (0,26) = 0 assentos parlamentares
CDS/PP – 7 536 (0,14%) = 0 assentos parlamentares
AA – 3 654 (0,07%) = 0 assentos parlamentares
PPV/CDC – 2 659 (0,05%) = 0 assentos parlamentares
PTP – 1748 (0,03%) votos = 0 assentos parlamenteares

É de salientar o resultado da coligação Portugal à Frente (PSD – CDS para os mais distraídos que votaram nesse partido novo) em 2º lugar, o PS, em 3º, o Bloco de Esquerda, que ultrapassou a CDU em votos e deputados eleitos e que conseguiu assim afirmar-se como a 4ª maior força política do país, a CDU (PCP – PEV) em 5º e o estreante PAN que elegeu 1 deputado e que ascende à 9ª posição.

A maior fatia do bolo vai, no entanto, para a Abstenção, a maior força política do país que, num momento de glória, conseguiu um resultado histórico, o mais elevado desde 1974, altura em que se decidiu, parece, inventar boletins de voto com mais que uma caixinha para se pôr a cruz.

Não obstante, os resultados eleitorais têm sido contestados pelos partidos democráticos que se candidataram às eleições (e pelos não democráticos também), contra o que dizem ser a manipulação de resultados eleitorais e o atentado contra o direito de livre voto por parte dos líderes abstencionistas que, mostram os números, conseguiram mais de 2 000 000 de votos de diferença para o 2º partido mais votado.

Ai os números, os números…

“ Os números destas eleições mostram uma de duas realidades alarmantes em Portugal:” – afirmou ao Opina um militante de um partido, nada radical, da parte central do centro moderado. “ ou a indústria exportadora já começou a exportar massivamente crianças e jovens com menos de 18 anos, pois um país com cerca de 10 400 000 habitantes e com mais de 9 600 000 eleitores sofreu uma grande rapinagem de garotos e, se assim for, é quase certo que uma boa parte dos coleguinhas de infantário e/ou de escola dos nossos filhos são anões disfarçados de putos ou a Abstenção manipulou os resultados para ganhar as eleições.”

Em qualquer dos casos, trata-se de um cenário preocupante. A ser verdade que a Abstenção inflacionou os números do seu eleitorado levanta-se a questão de, como é que num país democrático uma força política, mesmo com a expressão da Abstenção e com os altos cargos ocupados pelos seus dirigentes, consegue elaborar e por em prática, uma estratégia de condicionamento do livre exercício de voto, de modo a ganhar as eleições por clara maioria em todos os círculos eleitorais, em Portugal e no estrangeiro, e que tipo de pessoas estão por trás de tão perturbadoras noções de democracia.

Fig. 1: Peter Dinklage, Tyrion na série Game of Thrones
Durante a semana transacta chegaram à comunicação social relatos de irregularidades, que podem estar na base das críticas de impedimento do voto ou da sua validação, apontadas ao governo de maioria Abstencionista como modo de garantir a reeleição nas presentes eleições.    

Em Santa Iria, Loures, um número indeterminado de cidadãos foram impedidos de votar por, alegadamente, já terem votado, algo que os próprios contestam. No círculo fora da Europa, onde a Abstenção venceu com quase 80%, várias centenas de votos não chegaram a Portugal a tempo de serem contabilizados por insuficiências no endereço (leia-se não tinham escrito “Portugal”). O “Nós, Cidadãos!” refere em especial o caso de Macau, mas parece não ser caso único, com a SIC a expor o caso de Hamburgo, onde nem a consulesa conseguiu ver o seu voto validado, apesar de ter votado no primeiro dia de votações antecipadas. Haia, Díli e Caracas também sofreram de problemas de transporte e não tiveram os seus votos contabilizados.

Em Caxias, Oeiras, uma assembleia de voto que, nas eleições de 2011 contou com 12 516 eleitores, iniciou o dia munida de 5 mesas de voto o que gerou, filas de espera de aproximadamente 1 hora, que por sua vez, resultaram na desmobilização avultada de votantes. A esta situação junta-se um problema de natureza matemática, a ver: se se considerar que cada eleitor demora 1 minuto no processo de exercer o seu voto, entre ver a sua identificação confirmada, fazer a cruzinha atrás do biombo e colocar o boletim, dobrado, na urna (e isto é uma estimativa boazinha), a assembleia de voto de Caxias, com as suas 5 mesas e a funcionar 11 horas (8:00 – 19:00) teria capacidade de dar vazão a 3300 eleitores, pouco mais de ¼ dos eleitores registados.

A estes episódios juntam-se ainda relatos de cidadãos impedidos de votar no estrangeiro apesar de apresentarem consigo a documentação para o efeito segundo os critérios da Comissão Nacional de Eleições e cidadãos impedidos de votar, em Portugal, por estarem dados como mortos.

Em suma, lapsos burocráticos/organizacionais, de transporte, tempo excessivo de espera (contabilizado em horas), matemática, falência ucrónica dos órgãos vitais e, possivelmente, fraude, estão entre os motivos que levam cidadãos e partidos políticos a acusar os líderes Abstencionistas de inflacionarem os seus resultados eleitorais e de porem em causa o resultado das legislativas.

Em sua defesa, José Ninguém, líder Abstencionista, remete qualquer irregularidade para a Comissão Nacional de Eleições, esse órgão independente responsável pela igualdade de tratamento e oportunidade dos cidadãos no âmbito dos actos eleitorais, no qual, por mero acaso, 5 dos 9 membros constituintes fazem parte ou do governo Abstencionista ou dos grupos parlamentares dos Abstémicos e dos Sancionistas que se coligam no governo da Abstenção.

Também alguns comentadores afectos ao sector ideológico dos Abstencionistas vieram defender que, ainda que possa ter havido falcatruas nas eleições, estas não foram, de certeza, em número significativo para pôr em causa a larga vantagem da Abstenção sobre as restantes forças políticas e que, qualquer inconformidade se deve, certamente, a erros técnicos esporádicos que parece que acontecem.

Assim, assuntos possivelmente de foro criminal e com peso para influenciar o rumo do país devem ficar remetidos a notas de rodapé na comunicação social e a troca de galhardetes por parte de assessores dos nossos principais intervenientes políticos.

Por cá, ficamos à espera que Abstencionistas, Sociais-Democratas e Socialistas se entendam, ou não, quanto à maneira mais estável de dar azo à continuidade.

Esperam-se novos episódios lá para 201…

Saúde!



Nuno Soares

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Nas Asas da Poesia - Soneto do surreal

Entrelaço na terra
Sou cheiro lima alecrim
Várias pedras da serra
Caminho de raíz crispim

Num carrascal que chama
Pela flor primaveril
Na rocha entre lama
Pulga em cravo de abril

Soneto num concerto
Musgo emparedado
Sempre terreno canto

Sufoco empedrado
Com joaninha desperto
D´um toco repousado


Paulo D. de Sousa