quarta-feira, 15 de julho de 2015

10.000 Visualizações!!!

Ontem chegamos às 10.000 visualizações, um grande marco para o nosso modesto espaço de divulgação cultural.

Fig. 1: Nem o Vegeta pode connosco. Chegámos às 10.000!

Agradecemos do fundo do coração aos leitores que nos acompanham semanalmente, seja para ler um novo poema, para saber do concerto à sua porta, para conhecer um bom livro, um espectáculo de teatro, para dar uma gargalhada ou ler uma crítica, para conhecer um jovem autor ou um destino de viagem!

Agradecemos aos que nos deixam os seus comentários e opiniões, aos que nos divulgam, aos que nos fazem chegar entusiasmantes projectos culturais e causas fantásticas que, com gosto, divulgamos, e, acima de tudo, àqueles que, leitores assíduos, curiosos ou autores não deixam morrer a identidade cultural das suas comunidades e a promovem activamente em qualquer uma das incontáveis expressões com que a cultura nos toca. Um grande obrigado a todos!

Em jeito de celebração deixamos-vos alguns dos artigos que ao longo da nossa existência mais cativaram a vossa atenção. 

Boas Opinações! 



















Opina





quinta-feira, 9 de julho de 2015

Jurassic World

When I was a kid (back in the 80’s and 90’s) I was a big fan of dinosaurs. I remember watching the animated film “The Land Before Time” on my VHS player and analog TV several times a week. I remember fighting and arguing with my classmates in recess time over which dinosaur would win in a fight, the t-rex or the triceratops? A brontosaurus or a pack of velociraptors? I always wondered how it would be like to see these animals in real life (even though I was terrified of all the carnivorous ones) and constantly nagged my parents to take me to a museum with dinosaur fossils. Unfortunately, my parents never took me to see dinosaur fossils but they did take me to the cinema to watch a movie called “Jurassic Park” and my obsession with dinosaurs  has prevailed ever since.

Although twenty-two years have passed since the first Jurassic Park movie was released and fourteen-years since the release of Jurassic Park III (which honestly everyone thought was going to be the last one) Hollywood decided to exploit one more sequel and challenge the high expectations from fans with the 2015 movie “Jurassic World”.  When I first heard of this “controversial news” and saw the official movie trailer I was very sceptical, but my inner kid was nagging me with such an excitement that I could not ignore and so I bought 2 tickets for Jurassic World in Britain’s largest cinema screen, BFI London IMAX. Some may ask why didn’t I just watch it on a regular screen? Well, as an adult I did consider the financial benefit of watching the movie on a regular screen but then my inner kid explained to me the opportunity that I would be missing out on “3D dinosaurs on Britain’s largest cinema screen!” and so I decided to ignore my boring adult logical thinking and be a proper kid again (a kid with a credit-card).


The storyline of Jurassic World is extremely similar (if not the same) as the first movie. Large corporations have practically re-invested and reconstructed Jurassic Park (now called Jurassic World) with a few new attractions such as a gigantic water tank ( that resembles Sea World) were they keep a marine dinosaur that eats everything it sees. Dinosaurs are now treated and trained like zoo animals and the scientists are genetically engineering “super dinosaurs” for commercial and military reasons. As it is to be expected, the ego-maniac entrepreneur that believes money can play the role of “god” is proven wrong when a genetically modified super dinosaur escapes from the enclosure and starts killing everything in its path.


As it turns out, my inner kid was right and the only thing that was amazing from this movie was the “3D dinosaurs on Britain’s largest cinema screen!”. The special effects and design of the dinosaurs is really well done. The realism that the director was able to create was beyond my expectations and considering that dinosaurs have always been about the view and the action, watching it on 3D IMAX helps you capture the real experience that the movie has to offer. I believe that if another fourteen years pass until another remake of the movie is done I will be happy to see it, not for the storyline but for the feeling that I get from being as close as possible to live dinosaurs.


Raul Robles

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Nas Asas da Poesia - Quadras de S.João

Sou manjerico de papel,
Mas se eu fosse o S.João
Não só seria o manjerico
Mas também seria balão

O manjerico é um amigo
E quem dera ao S. João
Ser a planta manjerico
Em semente de Verão

Sou manjerico arbustivo
Bicho-da-conta num mato
Dou folhas de manjerico
Na terra d´um carrapato

Manjericos em fileira
Fiesta nos cantos de um quintal
Nas raízes com casca e terra
Sons de rega num recital 

Paulo D. de Sousa

quinta-feira, 2 de julho de 2015

669 - A Crónica do Quiabo - Ateei fogo ao gato mas o gato não morreu

Bons dias!

Depois de alguns meses de sabática na P.E.N.H.E.T.R.A (Plataforma Espacial Não Humidizante do Espaço à volta da Terra) a estudar alterações climáticas eis-me de regresso à superfície para comer com 40º graus no bigode e ouvir notícias de que a época de incêndios este ano atinge igualmente florestas e gatos.

Em tempos de crise, a indústria do fogo posto, como todas as outras, tem que inovar para manter a competitividade a nível internacional, que isto do mercado global diz que é puxadote, mas a malta por cá não vai de se acanhar com a concorrência e para puxar pelos mercados até gatos se assam.

Em Mourão (Vila Flor, Bragança), à falta de bruxas, acham por bem, graça ou tradição, pegar fogo a um pau com um gato no topo, fechado dentro de uma vasilha de barro, sem ver qualquer espécie de problema no gato apanhar um valente cagaço e sair de lá com o pelo em brasa.

“As brasileiras também tiram o pelo todo, não vejo qual é o problema do gato ficar careca. Faz a tosquia todos os anos no S.João no topo do taroco a arder e nunca se queixou.” – afirma uma popular em defesa da tradição, aparentemente concebida para afastar uma praga de formigas que atacava as crianças de Mourão no século IX, quando estas ainda eram, efectivamente, mourinhos.

Eu até percebo que proteger Mourinhos de pragas de formigas comedouras de “special ones” seja motivo para se criarem tradições, numa tentativa de proteger o futuro do futebol nacional mas, onde é que entra o gato nesta história?! Porquê o gato?! Como é que o gato no topo de um pau a arder espanta formigas?

E esta questão preocupa-me, leitores. Confesso que quando vi a reportagem da RTP em Mourão, estava à espera de revelações fantásticas, do género: Então pomos o gato numa caçarola de barro para guisar, que desde 2011 ninguém consegue ver o Coelho, quanto mais comê-lo e a malta tem que dar ao dente, num é? Ou: Então pomos o gato numa caçarola de barro no topo de um taroco cheio de palha a arder, para treinar gatos bombeiros. Ora veja, ele a andar à roda e a guinchar, a guinchar, que parece uma sirene. Contra isto não há fogo florestal que valha, está a ver?

Fig 1: Gato-bombeiro, uma grande ideia que não é a causa do incidente em Mourão.

No fim de contas, e para grande desilusão minha, parece que afinal a população de Mourão não descobriu nenhuma utilização extraordinária para um gato em chamas, mas parecem antes sofrer de uma severa falta de entretenimento, o que me leva a crer que grandes empresários do cinema, do teatro e do futebol, já estão de olho na localidade, pois a avidez que esta malta tem por qualquer coisa que lhes distraia a atenção, fará certamente de qualquer entretém menos inflamável, um sucesso do caraças!

Em todo o caso, o assunto gerou tumultos, queixas judiciais e discussões acaloradas, entre quem defende que esta prática é bárbara e cruel para o animal em questão e quem, como os alunos da primária de Mourão, canta alegremente: “Ateei fogo ao gato-to-to, mas o gato-to-to, não morreu-eu-eu…”

Em suma…pois, coiso… é isso… lembrem-se, durante o verão e com estas temperaturas, não atirem lixo, beatas ou gasolina para o chão que aumentam o risco de pegar fogo a gatos.

Saúde.


Egídio Desidério

terça-feira, 30 de junho de 2015

Pó na Fita - Os Verdes Anos (1963)

Quem não conhece a música “VerdesAnos” de Carlos Paredes? Conhecem o filme para o qual a música foi feita?

Regressem a Lisboa há 50 anos atrás com Júlio, Ilda e outras figuras tão tipicamente portuguesas. Vão fazer uma autêntica tour pela pujante arquitetura dos anos 40, 50 e 60 de uma cidade em crescimento, contrastante com a esvanecente ruralidade pobre às portas da urbe. Este conflito de eras e estilos de vida ganha forma na mente de Júlio, um rapaz da província que tenta ganhar a vida em Lisboa. Um permanente inadaptado, que primeiro se maravilha e depois se sente acossado por uma sociedade que não compreende. Ilda é o seu único porto seguro, a sua esperança de integração e de uma vida melhor…

Um filme de Paulo Rocha marcado por belos planos e enquadramentos, aproveitando ao máximo a cenografia de Lisboa. A música omnipresente das guitarras de Carlos Paredes e Fernando Alvim é tónica acústica e campestre em oposição ao modernismo citadino das imagens e aos momentos silenciosos das personagens. Os dois atores principais embrenham-se nesta constante justaposição campo-cidade. Rui Gomes sorumbático, plácido e naif; Ruth Gomes faladora, vibrante e cheia de alegria jovial.

“Os Verdes Anos” são uma fotografia do fim da adolescência, do peso das responsabilidades, da realidade que não se compadece dos sonhos e das origens da cada um.

P.S. Podem acompanhar com “Douro -Faina Fluvial” uma curta de Manoel de Oliveira, que nos mostra o Porto nos anos 30.


Rafael Nascimento

sábado, 27 de junho de 2015

Concurso – Razão Óbvia (volume 1) – A descoberta do génio

O livro lançado por Rui Malaquias Lopes em Março de 2015, pelas mãos da Ulmeiro editora é o prémio de um concurso a decorrer na página de facebook da obra em questão.

O livro, de ficção, é o primeiro volume de uma anunciada trilogia que dará continuidade a uma narrativa descrita como “feroz crítica social, transversal nos seus domínios, desnudando as hipocrisias das diferentes classes e ideologias”.



As condições de inscrição são bastante simples e, a quem interessar, toca a despachar que o concurso acaba já amanhã!

Boa sorte e boas leituras,

Opina


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Nas Asas da Poesia - Conversa com a Solidão

Encontrei a solidão
Perguntei-lhe o que queria
Respondeu-me: “Nada, não
Para além de companhia.”

Disse-lhe então: “Solidão
Mas se tiveres companhia
Solidão não serás não
Pois terás mais alegria.”

Minhas palavras escutou
Olhou-me sem responder
Mas depois tudo explicou
Pra que eu pudesse entender.

“Não podes ser linear
Ao falar da solidão
Podes rodeado estar
E tê-la em teu coração.”

“Por outro lado, também
É possível que aconteça
Qu’estando tu sem mais ninguém
A solidão não apareça.”

“Estares ou não acompanhado
Não define a solidão
Sou um sentimento alado
Que voa em qualquer direcção.”

“Sei que chego a toda a gente
Sem distinção eu fazer
E é certinho que mente
Quem diz não me conhecer.”



Marco Gago