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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Silêncio



“Silêncio” de Martin Scorsese é um filme que faz pensar.

Feita a ressalva, a quem procura um filme de consumo rápido, sem grande sumo ou mensagem, onde o trabalho cénico se sobrepõe a tudo o resto de que é feito uma longa metragem, não se recomenda o “Silêncio”.

Este filme do afamado realizador Nova Iorquino tem tudo o que um bom blockbuster não tem: 161 minutos (2h 41m), ritmo lento e pesaroso, separação pouco óbvia entre personagens “bons” e “maus”, grande presença religiosa, diálogos longos, planos de câmara estáticos, um tema controverso e provocador, miséria, dor e… silêncio.

Raras (ou não tão frequentes como deveriam) são as vezes em que o título de uma obra traduz tão bem o tema, a ambiência e o propósito de um filme.

“Silêncio” é uma adaptação baseada no romance do escritor Japonês Shüsako Endö, que retrata a viagem de dois padres jesuítas Portugueses do século XVII, Sebastião Rodrigues e Francisco Garupe (Andrew Garfield e Adam Driver), ao Japão para tentar encontrar o seu mentor Cristóvão Ferreira, que se acredita ter apostatado depois de submetido a tortura pelo regime Tokugawa, e para continuar o trabalho missionário começado com a chegada dos Portugueses ao Japão em 1543.

Liam Neeson como padre Ferreira
























À chegada ao Japão os dois jovens padres contactam com a dura realidade que já conheciam dos relatos escritos de outros missionários, Ferreira entre eles, mas que não haviam vivenciado ainda. A fé cristã, existindo nas ilhas, era forte e cruelmente reprimida, perseguida e condenada. Não obstante, os cristãos que receberam Rodrigues e Garupe fizeram-no de braços abertos, com grande fervor e abnegação, sedentos dos sacramentos e da doutrina que os padres traziam.

A dinamização das comunidades cristãs por onde se movimentavam os dois padres e o fervor dos Japoneses devotos depressa atraíram a atenção das autoridades que impiedosamente suprimiram a prática, torturando e ceifando as vidas dos que se recusavam a renunciar à sua fé.

Tal desenlace leva a que ambos os padres se separem e abandonem as comunidades que os abrigavam com o intuito de desviarem para si as atenções e continuarem a perseguir o seu intento de encontrar o padre Ferreira.

Após captura, tortura e a morte mais ou menos acidental de Garupe, Rodrigues é apresentado a Ferreira que havia sido mobilizado pelo governador de Nagasaki, Inoue Masashige (Issey Ogata), o grande inquisidor, para o convencer a apostatar, o que consegue.

O último capítulo do filme foca-se na vida que Ferreira e Rodrigues levaram enquanto padres apóstatas no Japão, os seus motivos, limitações, escolhas e vivências, terminando a película com a morte (presume-se natural) de Rodrigues.

Adam Driver é o padre Francisco Garupe em "Silêncio"


























O enredo desenvolve-se em redor de questões morais de interesse, relacionadas com convicções, limites, escolhas e as consequências das mesmas. Longe de ser um filme com uma história linear ou simples, “Silêncio” usa o som, ou a ausência do mesmo, um excelente trabalho de imagem, e interpretações valorosas para através da exposição, em contexto histórico, da natureza humana e de condições extremas da mesma, como a fome, o medo, a tortura, a pobreza e a fé, convidar o espectador a reflectir sobre estes mesmíssimos tópicos.

Um filme moderadamente pesado, pela componente gráfica, reflexiva e pelo silêncio que dificilmente agradará a quem não se propuser a fazer a jornada que este trabalho propõe a quem o vê.

Uma obra de grande qualidade.

Classificação:






Nuno Soares

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Rogue One

Rogue One é o oitavo filme do universo Star Wars mas é o primeiro do seu género. Ao contrário dos restantes (episódios I – VII) este filme não retrata parte do enredo principal (focado na família Skywalker) mas sim uma side story encaixada temporalmente entre o Episódio III: A vingança dos Sith (2005) e o Episódio IV: Uma nova esperança (1977).

Esta história foca-se no processo que levou a Aliança Rebelde à descoberta de uma falha estrutural na Estrela da Morte, facto que permitiu a sua destruição no Episódio IV num momento épico que serviu de mote à restante saga. Uma nova esperança foi isso, a destruição da mais poderosa arma, capaz de destruir planetas, de um pérfido império que ameaçava tomar a galáxia através do terror e da força. Mas uma nova esperança não seria possível se alguém não fosse capaz de descobrir os segredos da Estrela da Morte e fazê-los chegar aos rebeldes.


E é neste ponto que nos é apresentada a família Erso, Galen um cientista de grande valor para o Império Galáctico que, no início desta aventura vive em retiro no planeta Lam’hu com a sua mulher Lyra e a sua filha Jyn, numa existência aparentemente simples e idílica. Tudo isso acaba quando o Império descobre e visita Galen para o forçar a construir a Estrela da Morte.

Fig.1: Jyn Erso (ao centro) e os seus gunas
Jyn perdeu pai e mãe nesse instante e ficou entregue aos cuidados do amigo dos pais e comandante rebelde Saw Guerrera, mas algo não correu bem e quando voltamos a encontrar a jovem Jyn ela é já uma mulher feita e prisioneira das forças imperiais. Daí em diante assistimos às suas aventuras e desventuras, à sua colaboração com a Aliança Rebelde e ao contacto com a vida e obra do seu pai, até ao inevitável reencontro, sempre com a ameaça negra do Império a pairar sobre si, e o Império tem sombras negras ao seu serviço…

Rogue One faz um excelente serviço a explorar o riquíssimo universo Star Wars, introduzindo vários planetas, espécies alienígenas, designs de naves e toda uma panóplia de referências arquitectónicas e culturais que se tornaram icónicas em Star Wars e que mergulham o espectador numa experiência deliciosa que mistura a nostalgia da trilogia original com a tecnologia dos dias de hoje.

O enredo denso e bem escrito dá uma profundidade certa às personagens e ao seu meio envolvente, cativando quem vê e dando-lhes relevância, contexto e conteúdo, algo que em algumas situações falhou no recente Episódio VII e que influencia sobremaneira a nossa vivência do filme. O equilíbrio humor-drama está também muito bem conseguido. Num filme com uma aura mais negra do que a saga nos habituou, os rasgos secos e directos do droide K-2SO servem de bálsamo a uma realidade desolada por guerra e morte e arrancam boas gargalhadas.

Fig. 2: Backstreet Boys

Destaco ainda Chirrut Îmwe, um monge invisual do templo de Jedha que nos traz essa aura mística que os Jedis deixaram mesmo após o seu desaparecimento, através apenas da sua proficiência marcial com um bastão e uma fé inabalável na Força.

Com este e outros companheiros improváveis, o percurso de Jyn Erso dá-nos uma perspectiva diferente de toda a saga que precede este filme: desta vez a luta da Aliança Rebelde contra o Império Galáctico não nos é mostrada pelos olhos de poderosos cavaleiros Jedi ou os seus contrapartes negros, os Sith, grandes generais, senadores ou imperadores, mas através de gente comum que se junta com os poucos recursos que tem, com grande sacrifício para lutar pelo bem comum, pelo que acreditam, contra a tirania do Império.

Esse é a meu ver o maior feito de Rogue One.

Fig. 3: Chirrut Îmwe segundos antes de desgraçar a vida a estes traquinas

Não sendo esse o foco desta análise, a comparação com o Episódio VII é inevitável por serem os dois representantes desta nova geração de filmes Star Wars, e quando postos lado a lado, Rogue One destaca-se positivamente devido ao melhor enredo (não repetição de histórias prévias), personagens mais densos, maior variedade de referências e elementos cénicos e culturais que fazem de Star Wars, Star Wars, e que tudo junto torna a experiência mais coesa, coerente e capaz de, não só entreter mas deliciar.

Em jeito de conclusão quero deixar nota positiva para o realizador Gareth Edwards que, numa era em que o cinema sofre da febre do “tem que ser trilogia nem que seja à lei da marreta” conseguiu fazer um filme de excelente qualidade, com princípio, meio e fim, que se encerra em si próprio e não perde qualquer valor por isso, pelo contrário. Consegue explorar um novo tom, muito mais negro e cru sem perder o tom fantástico da saga levando quem vê o filme a sentir que está simultaneamente a ver Star Wars mas algo que nunca viu antes em Star Wars, o que, aqui entre nós, cativa.

Um filme obrigatório para os fãs da saga!

Fig. 4: Lord Voldemort

Classificação:





Nuno Soares 

sábado, 15 de outubro de 2016

Pó na Fita - The Goonies (1985)

Abramos o baú do saudosismo e recordemos as tardes de fim-de-semana da infância a ver “Os Gonnies” (para quem não teve a experiência, tente imaginar).

Numa era pré digital, num genérico subúrbio norte-americano, um grupo de amigos descobre um mapa do tesouro, sendo este o mote para uma fantástica aventura. O grupo, qual autêntica caderneta de cromos, é constituído pelo líder intrépido e inteligente, o puto rock n’ roll, o chinês das engenhocas e o gordinho de serviço. Juntam-se a estes o irmão que faz musculação e a sua namorada, mais uma amiga meio NERD.
Esta cartoonesca equipa defrontar-se-á com uma trupe de bandidos à moda antiga, liderados por uma velha má como as cobras, por entre cavernas, charadas, passagens secretas, esqueletos e um monstro ignoto. Um tributo ao desejo de aventura pura e aos amigos inseparáveis!

Uma súmula dos anos 80 do ponto de vista das crianças, num tom ora cómico, ora “aterrador”. Vale pela nostalgia que nos traz, fazendo relembrar os dias de brincadeiras e aventuras imaginadas (ou as tardes “desperdiçadas” a ver filmes e a ler livros de aventuras). Tem sobretudo a condão de nos fazer lembrar dos nossos amigos de infância e das suas particularidades. Enfim, para matar saudades!


P.S: - Agora temos a série “Stranger Things” que evoca precisamente este espírito da aventura infantil. Recomendo!


Rafael Nascimento

P.S.S: O "The Goonies" será o último Pó na Fita e o Opina quer agradecer ao Rafael por nos ter trazido o melhor do cinema vintage durante estes quase 3 anos de Fita! Podem ver e rever todos os episódios desta rubrica no separador "Autores" clicando em Rafael Nascimento. Mas não pensem que este término é uma despedida pois a Fita continua e já para o mês que vem o Rafael estreará no dia 15 uma nova rubrica intitulada "Som na Fita" dedicada a... logo vêm. 

Felizes Opinações!


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Pó na Fita - Os Filhos do Rock

Para a rentrée do Pó na Fita fica uma série portuguesa! Apesar de ser muito recente, faz-nos viver a música dos anos 80 como nenhuma outra.

A saga negra de três amigos, juntos pelo amor ao rock! Curto e duro! Uma pintura crua da vida boémia lisboeta, misturada com os sonhos vencidos da classe operária e a beleza da ingenuidade. Nas entrelinhas, observamos um mundo que se alimenta desta força motriz, alguns respirando a mesma como elixir da vida e outros que a exploram e consomem. Nos vários episódios, vivemos umas horas por entre figuras reais como o Rui Veloso, o Jorge Palma, os GNR ou os Xutos e Pontapés, que povoam o mundo das fictícias, inspiradas no batido tríptico “ Sexo, drogas e rock n’ rol” à moda de Lisboa.

Uma série invulgar para o que estamos habituados made in Portugal. Desde a extraordinária fotografia, onde quase se sente o típico grão de uma Super8, aos enquadramentos cinematográficos e ao trabalho cénico, em que tanto se respira a decadência de um mundo esquecido ou se sente a energia endiabrada da juventude em revolta. Acima de tudo, destaca-se a carne e as mentes que dão corpo às personagens, um excelente trabalho do elenco.

Um mergulho de cabeça para a história do rock nacional.
Uma história que vale todo o tempo que empenharmos nela!


Rafael Nascimento

sábado, 20 de agosto de 2016

Deadpool


Deadpool é mais um filme do universo Marvel que saltou dos quadradinhos para o cinema e que, desde a sua estreia em Fevereiro deste ano, foi elogiado por ser uma lufada de ar fresco na oleada máquina de fazer dinheiro em que se tornaram os filmes baseados em bandas desenhadas. Num período em que, por ano, saem 578 filmes e meio baseados nos universos da DC e da Marvel, numa fórmula que se repete vezes e vezes sem conta, alterando apenas detalhes cosméticos como a cor da armadura, o sotaque do vilão ou o dilema usar/não usar capa, qualquer coisa que saia do costumário arroz com feijão chama a atenção, mas resta saber se esse destaque se deve à qualidade fenomenal do filme ou à falta de inovação em que este género está mergulhado. Vamos tentar descobrir.

Numa coisa Deadpool destaca-se da maior parte dos protagonistas da Marvel: “Eu não sou um herói” diz ele com frequência. E é verdade, não é. Mas o hulk também era uma besta e passados alguns filmes já dá festinhas e abraços, pelo que o futuro deste “Anti-Herói” da Marvel não se avizinha risonho. Ainda não és um herói Deadpool, veremos. Aqui e agora, Deadpool não é um herói mas não é um vilão também (essa lufada de ar fresco ficou reservada para o esquadrão suicida), é um mercenário, mas dos porreiros, uma espécie de Sandor Clegane com sentido de humor e hiperatividade traçado Wolverine a usar as lantejoulas do Homem-Aranha.   

A trama começa em animação suspensa, num dos muitos momentos em que o filme se parodia a si próprio dando uns pós sobre o que se avizinha, um personagem invulgar no seu papel de “herói” (não sou tá bem? Não sou!) despreocupado, alheado, meio lunático, mas não obstante muitíssimo capaz de trazer à audiência aquilo para que vieram: porrada de meia-noite numa história de amor lamechas com um toquezinho de drama, tudo polvilhado com uma pitada de humorzinho sarcástico para a malta não enjoar.


Mas não se fique a pensar pela descrição que o filme é uma desgraça ou que o padrão do fato do Deadpool me desagradou o sentido estético, nada disso. O filme não é uma miséria… mas também não é brilhante. Eu diria que está uns furinhos acima (não muitos) do que vi recentemente dentro do mesmo género e que inclui, a título de exemplo, nomes sonantes como Captain America: Civil War e X-Men: Apocalypse, ambos muito longe de serem geniais.

Para além de poupar na pontuação, Deadpool é um filme divertido com um personagem que faz rir pela sua não convencional trapalhice, quer na acção, quer no diálogo (em que frequentemente fala com o espectador), quer pela crítica ao universo em que se insere, ao próprio filme e aos clichés comuns neste tipo de películas. É ainda um filme com sequências de acção notáveis (como de resto a Marvel já nos habituou) com um trabalho que tem de ser elogiado por parte de Philip Silvera o responsável por treinar e coreografar os combates.

Entre as coisas menos fantásticas contam-se uma inclusão miserável de X-Men de 2ª categoria, uma história alimentada pelo facto de o personagem principal ter ficado feio (já lá vão os tempos de traumas psicológicos graves, perda de memória e de lavagens cerebrais que faziam perder o sentido de identidade e deixavam marcas para a vida) num processo de mutação realizado na corporation dermoestética de Londres, na cave de uma das muitas venues da capital Inglesa, e por super células imunitárias que fazem crescer mãos (incha Wolverine!).

Posto isto, vale a pena ver Deadpool? Vale. É um filme divertido (para quem prefere sarcasmo a marisco) e tem cenas de pancadaria bestiais, tripas com fartura, e mulheres semi-nuas. É um filme do caneco, uma revolução nos filmes de heróis de bande desenhada? Tanto como o Casino Royale do 007 que, de repente, tinha um Bond loiro, com ar de Russo mas que é Inglês.



Classificação:






Nuno Soares

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Pó na Fita - Er Ist Wiedar Da (2015)

Santinho! Tanto pó que este filme de 2015 acumula que o seu título nos faz espirrar! Não é antigo, eu sei, mas traz ao mundo contemporâneo uma figura antiga e incontornável da história mundial - Adolf Hitler!

A premissa é simples, o Hitler antes do seu suicídio em 1945 desperta num parque infantil de Berlim de 2015. A partir deste ponto, observamos a adaptação que esta figura tem com um mundo novo para si, através de uma série de episódios caricatos, destacando as selfies com turistas e a lavagem da farda numa lavandaria de emigrantes . Por outro lado, vemos a resposta do nosso mundo ao tratante louco, que se julga o ditador mais temido da história. Se neste choque de realidades juntarmos o poder dos media, nomeadamente a TV e o Youtube, temos um cocktail explosivo e com resultados enigmáticos!

O filme brinca com este conceito “E se…” , tornando-o num verosímil ensaio sobre a interação do Adolfo com o Homem atual. O actor principal, desconhecido para nós, como que possuído pelo demónio do bigode curto, devolve a humanidade a esta figura, fazendo com que nos esqueçamos (por momentos) da sua dimensão genocida. Desprovido de toda a estrutura nazi, que o deificava, o Hitler é retratado como um político sagaz e conquistador de espíritos.

Para o fim, fica a dúvida e a reflexão: e se uma figura semelhante surgisse no presente, com a capacidade de influenciar opiniões através das redes sociais, reality shows e vídeos virais…


P.S. Se gostam desta temática, sugiro como digestivo o documentário que fala da experiência “ A Terceira Onda” http://www.lessonplanmovie.com/

Rafael Nascimento

terça-feira, 31 de maio de 2016

Capitão América - Guerra Civil

Captain America: Civil War é o mais recente filme produzido pela Marvel Studios, inspirado pelo universo de banda desenhada da mesma companhia onde super-heróis em fatos de licra ou aço (parecem ser os dois melhores materiais para estimular super-poderes) entretêm a sua existência a salvar o mundo de super-vilões, inteligências artificiais, invasões alienígenas e organizações terroristas. 



A narrativa surge como conclusão da trilogia formada por Captain America: The First Avenger (2011) e Captain America: Winter Soldier (2014) e no seguimento da linha temporal de Avengers: Age of Ultron (2015) colocando o espectador numa missão dos avengers (uma organização de super-heróis da qual fazem parte, entre outros, o Capitão América e o Homem de Ferro) em Lagos (não, não é no Algarve), Nigéria, na qual impedem o furto de uma arma biológica por um grupo terrorista liderado por Crossbones um dos vilões do universo Capitão América. Infelizmente, e como é frequente, a missão dos avengers não ocorre sem danos colaterais e quando Crossbones, derrotado, se faz explodir com o intuito de, num derradeiro acto de vingança, levar consigo o Capitão, este acaba por ser salvo pelos poderes telecinéticos da sua companheira Scarlet Witch que projecta a bomba no ar, para longe do Capitão, destruindo acidentalmente parte de um edifício adjacente, causando a morte das pessoas que lá se encontravam.

Este é o mote para o todo o enredo que se segue e para a “guerra civil” entre os avengers, que resulta da pressão das nações unidas para que os avengers passem a ser um recurso ao comando desse organismo e das suas agendas, posição apoiada por Tony Stark, o Homem de Ferro, contra o direito de escolha de como e onde actuar, segundo os seus princípios e valores ao invés de andar a mando de outrem, posição defendida por Steve Rogers, o Capitão América.

O conflito de opiniões destes dois líderes dentro do grupo e a dupla dicotomia entre Stark, um génio e magnata da tecnologia e homem movido a emoções, maioritariamente conflituosas, e um ego tão grande e redondo como o mundo e Rogers, um homem simples, um soldado mais que um capitão, que toma as suas decisões baseado numa lógica simples de fidelidade no que acredita, torna o confronto interessante, tudo isto estimulado pela amizade e caminho comum que une os dois personagens, e restante avengers, que se juntam a uma facção ou outra.

Equipa Stark: War Machine, Black Widow, Iron Man, Black Panther, Vision e (não está na imagem) Spider Man 

O filme entretém os fãs do género com doses generosas de acção, humor e referências ao universo Marvel, ainda que os fervorosos seguidores da BD possam criticar, e não sem razão, a apropriação do título do filme para narrar na grande tela desenvolvimentos tão díspares da “Guerra Civil” original. Tecnicalidades à parte, o filme, não sendo mau, não inova nada dentro dos filmes de acção e não se destinge qualitativamente em nada das dezenas de filmes de super-heróis que têm invadido as salas de cinema na última década.
A batalha moral entre o poder da responsabilidade e a responsabilidade do poder não é nova em filmes deste género e em Captain America: Civil War o equilíbrio entre partes é de tal maneira fraco que o verdadeiro interesse do filme está nas lutas entre heróis ao invés da luta contra um desinspiradíssimo Helmut Zemo, o vilão, cuja presença tenta servir de rastilho para a luta de facções entre os avengers, explorando a morte dos pais de Tony Stark às mãos do Winter Soldier, Bucky Barnes, amigo de infância do Capitão América mas transformado numa máquina de matar pelos Soviéticos durante a guerra fria.

Equipa Rogers: Ant Man, Hawkeye, Agent 13, Captain America, Falcon, Winter Soldier e (não está na imagem) Scarlet Witch
Entre os pontos fortes do filme destacam-se a sua componente gráfica, como seria de esperar num filme da Marvel, o humor sempre presente mesmo nos momentos mais conturbados, efeitos especiais, explosões com fartura, socos, poderes sobre-naturais e dentes partidos, uma fantástica batalha entre avengers num hangar, em que, fiéis à sua tradição, podem partir tudo sem aleijar ninguém e, em destaque, um novo homem-aranha, abordado de uma maneira quase caricaturada mas que me parece não só a mais fiel reprodução do espírito de herói fora dos moldes da classe que o homem-aranha sempre foi, mas também, de longe, a mais divertida.

A desinspiração da história, o fraquíssimo vilão e a falta de inovação, ao fim e ao cabo em Avengers: Age of Ultron, Ultron tenta tal como Zemo em Civil War, explorar as fraquezas dos avengers virando-os uns contra os outros (quem não se lembra da batalha Iron-man vs Hulk?), fazem com que este filme entretenha mas não surpreenda.

Ainda assim, para quem gosta de ver um bom soco no ecrã, homens em fatos de licra, explosões, bigodes e a Scarlett Johansson vale com certeza o bilhete.

Classificação:






Nuno Soares


P.S: Eu nem vou pela parte da BD mas efectivamente o filme tem o nome errado. Não se entende porque é o filme se chama Captain America: Civil War quando este é, sem dúvida, mais um filme dos avengers no qual o Capitão toma parte, mas no qual divide o protagonismo taco-a-taco com o Homem de Ferro. É mariquice mas se calhar chamarem-lhe Avengers: Civil War ficava mais perto da verdade.

P.S.S: Nestlé e FedEx…exemplos de product placement muito muito muiiiiito fraquinho. 

Ainda que com uma breve aparição, o mais divertido Spider Man da história do cinema

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Pó na Fita - Portrait of a Serial Killer (1986)

Para o começo da Primavera fica um filme de terror perturbador para destoar.

Todos vimos o CSI, o Silêncio dos Inocentes e o Se7en e mais uma colectânea de filmes e séries com e sobre serial killers. A película que vos sugiro, despe-se dos artifícios cinematográficos e, de uma mergulho desconcertante e gelado, imerge-nos no mundo simples de um predador psicopata. O foco de toda a trama está dirigido a Henry, como ele perpetua os seus crimes hediondos, como vive com esses episódios e como os explica a si mesmo. Para além disso, é um retrato poderoso dos marginais e marginalizados pela sociedade, da violência que distorce estes seres humanos, outrora inocentes, transtornando-os em almas penadas sem lei nem moral. A história mostra o que não queremos ver, nem desejamos compreender, nem sonhar em viver, mas, paradoxalmente, leva-nos a um ponto de quase empatia com Henry!
  
Numa câmara ora voyeurista, ora omissa e sugestiva, o tom extremamente cru e real do filme deverá fazer arrepiar os mais empedernidos. Michael Rooker desenvolve a encarnação de um anjo caído, desprovido de sentido de maldade/bondade, imbuído das suas pulsões homicidas, que regem uma parte da sua vida, oscilando entre uma certa candura embrutecida e a glacial possessão demoníaca.

Um retrato sem julgamento, sem reflexão, um soco no estômago de realidade.

P.S. Para quem quiser passar a um nível superior de visceralidade, mas que espelha precisamente a temática da violência, aconselho, qual farta sobremesa, o filme The Woman.


Rafael Nascimento

segunda-feira, 14 de março de 2016

Desafio de Aniversário: Pó na Fita - Tempos Modernos/O Quarto de Jack

Isto das trocas tem os seus desafios.

Sair da zona de conforto (não sou uma cinéfila, nem nada que se pareça) e partilhar gostos. Devo dizer que gosto de filmes que me ponham a pensar, que me surpreendam e que não sejam óbvios. Gosto de muita coisa diferente, de muitos realizadores, de Bjork, a Almodovar, passando por Lars von Trier, Woody Allen e tantos outros. Cada vez aprecio mais os clássicos e os filmes, atores e realizadores que fazem o seu trabalho à margem da gigantesca indústria do ‘showbuziness’.

Escolher não foi fácil. 

Optei por um filme sem pó nenhum – ganhou Óscar 2016 para a melhor actriz, Brie Larson, no papel de mãe do garoto. E outro com muito pó, Tempos Modernos, um filme de Charlie Chaplin (1936).

Neste último, Charlot é um vagabundo que tenta sobreviver ao mundo moderno e industrializado da I Revolução. É um filme crítico do capitalismo e que passa uma forte mensagem social. Permanece actual e acho-o intemporal. Vê-lo à luz dos dias de hoje (estamos na quarta ou quinta revolução industrial?) e, com todas as diferenças que as máquinas têm em si próprias e no lugar que lhes demos nas nossas vidas, faz-nos questionar – até onde as máquinas vão tomar o lugar do homem? O que acontece aos milhões de pessoas sem ocupação, por esse planeta fora? Este filme retracta uma sociedade muito violenta, em caos e com uma desumanização crescente.


O Quarto conta uma história bonita de amor parental e resiliência, com duas excelentes interpretações. Interessa pouco a história das circunstâncias do filme a não ser pela metáfora. Aliás, o sequestro da jovem de 17 anos que fica sete anos no cativeiro, completamente isolada do mundo é marginal em relação à narrativa que dá enfoque à relação parental com o filho Jack, entretanto nascido no cativeiro.

A autora, Emma Donoghue, uma irlandesa do mundo com 47 anos, amplamente premiada vive da escrita desde os 23 anos e diz que o livro é uma metáfora das fronteiras da parentalidade. O filme emociona e lança questões sem ser melodramático. O que significa ser livre?

Ninguém é forte sozinho, sabe o pequeno Jack.



Isabel Passarinho 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Guerra das Estrelas: O Despertar da Força - Entre o céu e a terra

Após a gigantesca campanha de marketing promocional montada pela Disney ter colocado as espectativas sobre o filme na estratosfera, o episódio VII da série Star Wars fez a sua aparição a 14 de Dezembro. Desde então, tem-se tornado num fenómeno de gerar receitas, quer através das bilheteiras, quer através do quase infinito leque de produtos Star Wars que invadiram o mercado.

A receita da Disney de tornar uma saga de culto num produto altamente comercializável, facilmente consumível por todo o tipo de público parece ter resultado bem, com o “O Despertar da Força” a gerar 1 bilião de dólares de receita em bilheteira em apenas 12 dias e a ser já, ao fim de 2 meses de exibição, o 3º filme mais rentável de sempre.

Mas focando no filme, o “Despertar da Força” não é, a meu ver, nem esse poço infindável de virtudes que a Disney promove ou tão pouco o melhor Star Wars de sempre (nem perto), como alguma crítica mais entusiasta afirma, nem uma desgraça para a série ou um insulto à criação de George Lucas como alguns fãs mais ferrenhos defendem.



Acima de tudo, este episódio VII é um filme que entretém, que mistura acção, aventura e humor em quantidades generosas, que conta com uma boa combinação entre efeitos gráficos e banda sonora de qualidade e que, independentemente do veredicto prende o espectador do princípio ao fim. E esse parece-me, é o maior feito de J.J. Abrams nesta produção.

Outros aspectos não lhe correram tão bem.

Três décadas são o salto temporal (quer o real quer o da narrativa) que nos separa das aventuras de Luke Skywalker pelos caminhos da força, da família, do amor, da aventura, do sacrifício e da guerra numa galáxia muito, muito distante, e são estes trinta anos que nos permitem reencontrar os então jovens heróis Luke, Han Solo e Leia Organa, mais maduros a fazer uma passagem de testemunho quer a uma nova geração de heróis, no filme, quer a uma nova geração de espectadores nas salas de cinema.

Ser fiel ao espírito da trilogia original era um dos propósitos de J.J. Abrams, sobejamente anunciado pela Disney, para este filme. Criar um filme que fosse capaz de agradar de igual modo a velhos e novos fãs, a pais e a filhos que cresceram com as diferentes trilogias, que entusiasmasse quarentões e adolescentes.

Há a dizer que conto como um aspecto positivo, o facto de este filme conter quer actores da trilogia original, quer por se ter mantido, tal como a primeira trilogia e ao contrário da segunda, um filme de aventura, de exploração espacial, uma história contada em imagens em que há personagens, umas mais cruciais que outras, mas acima de tudo uma história com personagens e não uma história de um personagem, quase em jeito biográfico, como acontecera com os episódios I, II e III. Nesse aspecto, penso que houve uma relação positiva, de continuidade com o espírito, ambiência e propósito da trilogia original. A batalha travada por um esquadrão de X-Wings na superfície do planeta Takodana, contra as forças da primeira ordem, alia essa preciosa diversão e rebeldia de espírito, à incerteza de desfecho que Star Wars nos habituou, dando espaço ao valor individual dos personagens para fazer a diferença e pelo seu brilhantismo, imortalizá-los.

Por outro lado, a excessiva colagem ao enredo da trilogia original, nomeadamente ao que à Death Star e ao local e condições em que Rey (a nova protagonista) é encontrada, levou a que este filme fosse considerado um reboot do original, não sem razão, por um número considerável de críticos. Acima de tudo, parece-me que esta reprodução parcial da história do primeiro filme, é um desperdício do fantástico e gigantesco universo criado por Lucas, com tanto por explorar, quer a nível de planetas, espécies, facções e possíveis intrigas a desenvolver. Este será, sem dúvida, um dos maiores, senão o maior ponto negativo deste filme. Para quem esperava uma nova história, uma verdadeira continuação do episódio VI, o sabor é agridoce, ela existe, mas só em parte, metade talvez, com um pouco de boa fé, a outra metade é o episódio IV outra vez, mas com efeitos visuais do século XXI.



Em boa verdade, sendo este filme uma obra apreciável quer do ponto de vista de produção, quer do ponto de vista do entretenimento não deixa de passar a sensação, quando analisado a frio, que é um trabalho inacabado, incompleto, imperfeito. E não o é por ser o primeiro capítulo de uma anunciada trilogia mas sim pelo conflito entre a espectativa criada e pela realidade do filme, pela pré-existência de uma história, personagens e filmes que se quer homenagear e imortalizar e pela necessidade de criar algo novo, pela necessidade de conservar o espírito original e de inovar ao mesmo tempo, algo que em alguns momentos foi feito com sucesso, noutros nem tanto, estando esta dicotomia espelhada em todos os aspectos do filme, do enredo aos personagens, a ver:

Kylo Ren o proto vilão desta saga, um padawan que se voltou contra o seu mestre e tio, Luke e abraçou o lado negro da força, com o propósito de seguir o caminho do avô e tornar-se um Sith lord (ele há famílias complicadas), tem tanto de potencial como de inconsistente. Se por um lado J.J. Abrams nos dá a hipótese de conhecer e seguir um wanna be Sith numa fase do seu percurso nunca antes revelada, com todas as incertezas do lado negro aliadas a uma personalidade já de si instável, o que pode parecer uma oportunidade entusiasmante e enriquecedora para um fã de Star Wars, determinadas incongruências, tais como um domínio fantástico da força revelado por Kylo Ren ao parar um disparo de uma arma lazer em pleno voo, mas mostrando tremenda dificuldade para derrotar, num duelo de sabres luz, um ex-stormtrooper sem qualquer tipo de treino na arma, são de difícil compreensão.

Semelhantes cenas, algumas das quais desbloqueadoras de enredo carecem de uma relação de causalidade e consequência que levantam dúvidas legítimas e minam a credibilidade do filme, por acusar falhas, por vezes consideradas grosseiras, no desenvolvimento da narrativa. Entre elas temos o domínio, sem treino ou referência, de diversas aplicações da força por parte de Rey, ou a deserção de Finn, um stormstrooper que, só porque sim, decide achar que a reforma antecipada é uma boa oportunidade para pendurar o capacete que, de qualquer dos jeitos, tem que andar sempre a lavar depois das missões, e isso não tem jeito.

A descoberta e destruição da Starkiller Base (Death Star xxl) e a morte excessivamente previsível e teatral de Han Solo às mãos do filho, são momentos, também eles pouco brilhantes e criativos, assim como o é a First Order em si (tanto quanto se sabe um Gallatic Empire com um nome diferente mas igual em tudo o resto, 30 anos depois).

Ainda que a continuação prometa, mais não seja pelo maior envolvimento de Luke e Snoke (o líder supremo da First Order), que se adivinha para o episódio VIII, o desenvolvimento de Rey como Jedi e quiçá de Kylo Ren como Sith, o “O Despertar da Força” não deixa de ser um filme ambivalente. É um bom filme de aventura, com acção e humor que cheguem para divertir (não vou falar de drama porque a morte de Han Solo foi deveras fraquita) e em alguns momentos, devido a fantásticos efeitos visuais e sonoros, até impressionar, mas é um Star Wars muito medianozinho pois as inconsistências do enredo, assim como o facto de metade do filme ser copiado de um dos episódios anteriores pesam sobremaneira numa balança que tenta equilibrar com uma nova geração de heróis e vilões (não sem mérito), e a promessa de novos desenvolvimentos para o futuro.

Vale a pena ver, para conhecer os novos personagens ou para rever o início da saga com batalhas espaciais do caneco, mas não esperem uma obra-prima porque este filme não é.



Classificação:






Nuno Soares


P.S: Se tiverem oportunidade vejam num IMAX porque quer as cenas de perseguição no espaço em 3D quer a envolvência da banda sonora, dão verdadeiramente corpo ao conceito de cinema imersivo e valem bem o preço do bilhete.  

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Pó na Fita - O Rei das Berlengas ou a Independência das Ditas (1978)

Uma épica jornada geracional de uma mui nobre família ... berlengueira!

O karma fatídico dos varões Midões é contado até aos dias de hoje, desde o primeiro rei berlengueiro, algures no século XII, até D. Lucas Telmo, no século XX, cruzando os marcos históricos de Portugal. A sua luta pela independência do arquipélago das Berlengas é uma verdadeira tragédia có(s)mica. Vemos geração atrás de geração a reivindicar os direitos de nascença, socorrendo-se dos mais rocambolescos subterfúgios para o conseguir. Uma verdadeira colectânea de peripécias, testemunhos de coragem louca, sonhos desvairados e humildes convicções.

Sketch a sketch, vamo-nos embrenhando nesta sátira à história nacional e aos seus famosos protagonistas. Momentos non-sense são a alma deste filme, onde vemos o Astérix a ajudar na fundação do reino de Portugal, uma bacharelada em beatice com sonhos de uma licenciatura em santidade, o cavalo de Tróia como uma arma secreta para reconquistar as Berlengas e um chimpazé general! E temos ainda Mário Viegas desdobrando-se de geração em geração (que nem um Peter Sellers luso). Um filme com alma de revista, pela mão do realizador Artur Semedo.

Não precisamos do Black Hadder, não queremos Monty Python! Deixem-nos ver “O Rei das Berlengas”.


P.S. Vou ser vosso amigo e deixar-vos com o filme! https://www.youtube.com/watch?v=w4AvYveByhg

Rafael Nascimento

sábado, 23 de janeiro de 2016

TCN Blog Awards 2015

Os TCN Blog Awards são um conjunto de premiações atribuídas, desde 2010, a blogs de cinema e televisão. Este ano, na 6ª edição, o Opina esteve representado na cerimónia de entrega dos prémios, numa sala de cinema repleta de público jovem, onde se comiam pipocas e trocavam comentários entre as várias tribos presentes, que iam d@s bloggers de moda às unhas de gel, passando pel@s fervorosos adeptos de cinema e outros meios de comunicação audiovisual.

O dia foi o invernal dia 9 de Janeiro e o ponto de encontro o Alvaláxia, em Lisboa. Para não apreciadores de futebol é, na terminologia de Marc Augé, um não lugar, um local não humanizado, projectado e construído para a circulação de automóveis e eventos de massas, hostil a peões passeantes.

Assinala-se um registo positivo para um evento que começou e acabou no horário previsto e, do qual, saíram os seguintes vencedores nas várias categorias a concurso:

Melhor Site/Portal/Facebook: Girl on Film Facebook, Sofia Santos;
Melhor Festival: Motelx 2015;
Melhor Distribuidora: Alambique;
Melhor Canal de Cabo: Canais TVCine & Series;
Melhor Reportagem: Cannes2015, por Hugo Gomes, do blogue Cinematograficamente Falando
Melhor Iniciativa: VHS – Vilões, Heróis e Sarrabulho, canal de Youtube
Melhor Rubrica: Posters Caseiros, por Edgar Ascensão, do blog Brain-Mixer
Melhor Ranking/Top: Top 15: Música de Filmes de Terrorhttp://notfilmcritic.blogspot.pt/2015/03/top-15-musica-de-filmes-de-terror.html, por Rita Santos, do blog Not a Film Critic
Melhor Artigo de Televisão: The Daily Show with John Stewart, por Diogo Cardoso, do blog TVDependente
Melhor Artigo de Cinema: Cinema Mudo Escandinavo, por José Carlos Maltez, do blog A Janela Encantada
Melhor Crítica de Televisão: Mad Men, 7ª Temporada, por Mafalda Neto, do blogue TVDependente
Melhor Crítica de Cinema: Mad Max: Fury Road, por Pedro de Alarcão Lombarda, do blog CinemaXunga
Melhor Entrevista: Shlomi Elkabetz, por Aníbal Santiago, do blog Rick’s Cinema
Melhor Blog Colectivo: TVDependente
Melhor Blog Individual: A Janela Encantada, de José Carlos Maltez
Melhor Novo Blogue: Jump Cuts
Melhor Blogger do Ano: Pedro de Alarcão Lombarda, do blog CinemaXunga



Paralelamente decorreu um Quiz para activar o público. Das seis categorias presentes, duas eram (no mínimo) estranhas: Mamas e Nalgas (?) no feminino, claro – destaque que mais pareceram recalque de meninos grandes com adolescências tardias. Nota positiva para o apresentador boa onda que manteve o ritmo e para o Edgar que tanto quanto se percebeu, foi um faz-tudo na organização do evento.

Parabéns a quem trabalhou para que este evento fosse possível, a quem participou e, claro, aos vencedores dos TCN Blog Awards 2015.  


Isabel Passarinho